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Incêndios já queimaram 254 mil hectares na Europa em 2026

Incêndios já queimaram 254 mil hectares na Europa em 2026

Incêndios já queimaram 254 mil hectares na Europa em 2026

Área afetada supera a média histórica; França e Espanha concentram ações para conter avanço das chamas

Incêndios florestais já queimaram 254.388 hectares na Europa em 2026, segundo dados mais recentes da União Europeia atualizados na 4ª feira (22.jul.2026). O continente registrou 1.254 focos de incêndio desde o início do ano. A área devastada está acima da média histórica, mas abaixo dos 270.449 hectares contabilizados no mesmo período de 2025, o pior ano da série.

A França e a Espanha concentram os principais focos neste momento. Milhares de pessoas deixaram suas casas nos 2 países, enquanto governos mobilizam aeronaves e equipes terrestres para conter o avanço das chamas.

Desde o início do ano, os incêndios emitiram 8,31 milhões de toneladas de CO₂ (gás carbônico), abaixo das 8,48 milhões registradas no mesmo período de 2025 e da média histórica de 8,89 milhões. Apesar da redução nas emissões e na área queimada em relação ao ano passado, o número de focos em 2026 é mais que o dobro da média histórica registrada pela União Europeia.

A França acionou o mecanismo de proteção civil da União Europeia para reforçar o combate às chamas. Portugal, Croácia, República Tcheca e Eslováquia enviarão aeronaves para apoiar as operações. A Suécia também anunciou o envio de aviões de combate a incêndios.

Na França, as autoridades determinaram a evacuação de 3 subúrbios de Bordeaux: Le Haillan, Eysines e Mérignac. Um incêndio considerado “sem precedentes” já destruiu cerca de 19.000 hectares no departamento de Gironda e provocou a retirada de aproximadamente 110.000 moradores. Diante do problema, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que “a França revela o que é: um povo unido, ombro a ombro” e agradeceu aos bombeiros, militares, agentes de segurança e aos países europeus que enviaram apoio para combater os incêndios.

Na Espanha, os incêndios seguem ativos na região de Madri e na província de Ávila. O governo decretou emergência nacional, e a presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, classificou o episódio como o pior incêndio da história da região. A Guarda Civil mobilizou 650 agentes, 60 viaturas e dois helicópteros para apoiar as evacuações.

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