EUA lançam ataques retaliatórios ‘poderosos’ contra o Irã, diz Exército
As forças militares dos Estados Unidos realizaram ataques retaliatórios contra o Irã nesta quarta-feira, 29, marcando a primeira ofensiva em território iraniano em quase uma semana. Os bombardeios tiveram início por volta das 20h00 no horário da costa leste dos EUA (21h00 no horário de Brasília).
“Os ataques representam uma resposta poderosa às tentativas de ataque iranianas contra forças americanas estacionadas no Oriente Médio ontem”, afirmou o Comando Central dos EUA em uma postagem nas redes sociais.
As forças americanas começaram a realizar ataques contra o Irã às 20h, horário local. Os ataques são uma resposta significativa aos ataques iranianos contra forças americanas no Oriente Médio ontem.
— U.S. Central Command (@CENTCOM) 30 de julho de 2026
A mídia iraniana reportou que os ataques dos EUA ocorreram perto da ilha de Qeshm e da cidade de Abadan. “Por volta das 4h da manhã, um ponto próximo a Qeshm foi alvo de ataques por parte de militares americanos inimigos”, declarou Ahmad Nafisi, vice-governador da província de Hormozgan, no sul do país, conforme a agência de notícias Mehr.
“Pontos ao redor de Abadan foram atingidos por mísseis pelo inimigo terrorista americano”, informou a agência de notícias Fars, citando o vice-governador de Khuzistão.
Novas ameaças de Trump
Anteriormente, no mesmo dia, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou responder ao Irã “com força” após a Jordânia sofrer um ataque com cinco mísseis contra bases americanas no país árabe.
“Nós os atacaremos com força. Eles vão levar uma surra”, afirmou o ocupante da Casa Branca, segundo um correspondente da emissora Fox News. “Vamos acabar com eles”, acrescentou.
Nesta madrugada, a Guarda Revolucionária Islâmica, uma força ideológica paralela ao Exército, lançou mísseis balísticos contra instalações militares dos EUA na Jordânia. O Comando Central (Centcom), unidade militar americana no Oriente Médio, confirmou ter interceptado um “ataque surpresa” contra suas forças na região.
As forças jordanianas afirmaram que os mísseis foram “interceptados e destruídos”. A agência de notícias estatal iraniana IRNA divulgou um comunicado da Guarda Revolucionária declarando que a Força Aeroespacial da organização disparou mísseis balísticos contra a Base Aérea Muwaffaq Salti e o quartel-general do Centcom na nação árabe. Além disso, três petroleiros foram interceptados no Estreito de Ormuz, com a Guarda Revolucionária reivindicando “controle total” da rota marítima.
Paralelamente, a mídia estatal iraniana informou sobre ataques americanos em Piranshahr, uma cidade na região noroeste do país, na fronteira com o Iraque, onde a Arábia Saudita se uniu aos EUA em bombardeios conjuntos contra milícias iraquianas apoiadas pelo Irã.
A troca de ataques rompeu uma breve pausa nos bombardeios que haviam diminuído desde a última sexta-feira, 24. Segundo a imprensa americana, o presidente Trump optou por uma redução da escalada após aconselhamento de militares de alto escalão sobre os “limites do Exército” e devido à escassez de munição. O presidente negou que esse tenha sido o motivo.


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