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Petróleo cai e volta a operar abaixo de US$ 80

Petróleo cai e volta a operar abaixo de US$ 80

Petróleo cai e volta a operar abaixo de US$ 80

O preço do petróleo caiu nesta terça-feira (4/8) e retornou a ser negociado abaixo de US$ 80 por barril, depois de uma queda de mais de 5% no dia anterior. A queda ocorreu em resposta às declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, sobre a possibilidade de um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz nos próximos dias.

O petróleo Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em baixa de 5,26% (US$ 4,41), atingindo US$ 79,36 por barril.

Já o petróleo WTI para setembro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou com queda de 5,69% (US$ 4,57), a US$ 75,77 o barril.

A queda do petróleo se intensificou após Bessent mencionar a possibilidade de um acordo com o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz “entre hoje e amanhã”. Ele destacou que “vários navios” estão deixando Ormuz, apesar das restrições, e expressou esperança de que os preços de energia se estabilizem em breve.

Os comentários de Bessent foram corroborados pela agência Al Arabiya, que citou uma fonte sugerindo a possível reabertura de Ormuz “nas próximas horas”.

Enquanto isso, as negociações para a liberação da rota marítima continuam. De acordo com o The New York Times, Irã e Omã estão próximos de um acordo que permitiria a reabertura da via e concederia controle de navegação ao Irã.

O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, comentou sobre esse progresso, porém ressaltou que ainda não foi alcançado nenhum acordo final.

Analistas da TD Securities consideram improvável que o Irã aceite qualquer acordo sem obter controle do Estreito de Ormuz, avaliando como “altamente provável” o fracasso de qualquer acordo potencial neste momento.

Diante do impacto na oferta, a União Europeia planeja importar gás natural liquefeito (GNL) no inverno do Hemisfério Norte para ajudar a compensar os estoques baixos.

Na Rússia, as exportações de petróleo atingiram o menor nível em sete semanas, conforme relata a Bloomberg.

Por Darlan de Azevedo

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