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A estratégia de Renan Santos para reverter a suspensão das redes da campanha

A estratégia de Renan Santos para reverter a suspensão das redes da campanha

A estratégia de Renan Santos para reverter a suspensão das redes da campanha

O candidato a presidência Renan Santos (Missão). Foto: Danilo Verpa/Folhapress

A defesa do candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, anunciou nesta segunda-feira (31) que pretende impetrar um mandado de segurança no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para derrubar as restrições cautelares impostas pelo ministro Dias Toffoli. O advogado Arthur Rollo afirmou que pedirá uma liminar ao presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques.

Rollo sustenta que a medida compromete a campanha de forma imediata, porque Renan não dispõe de tempo de televisão nem de grande estrutura financeira. “Dois, três dias sem campanha eleitoral, no caso de um candidato que não tem dinheiro e não tem tempo de televisão, é absolutamente irreversível”, afirmou.

A decisão de Toffoli suspendeu a propaganda eleitoral da chapa em meios digitais que não foram informados no prazo do registro. O ministro também bloqueou repasses do fundo eleitoral e gastos com valores já recebidos, além de vedar a participação de Renan em debates de rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação.

Para a defesa, a cautelar criou um obstáculo desproporcional à candidatura. O recurso anunciado ainda não havia sido protocolado, e a estratégia inclui o pedido para que o TSE suspenda os efeitos da decisão enquanto analisa o mérito do mandado de segurança.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. Foto: Gustavo Moreno/STF

Toffoli apontou que Renan informou 16 perfis em plataformas digitais 12 dias depois de apresentar o pedido de registro de candidatura. Na liminar, o ministro avaliou que a omissão não representava apenas uma falha formal e poderia afetar a isonomia entre os concorrentes.

Renan alegou que enfrentou falha no sistema de registro da Justiça Eleitoral e disse que outros candidatos tiveram problema semelhante. Em entrevista coletiva, ele afirmou que a decisão seria uma “cassação branca” de sua candidatura, classificação que expressa sua crítica à cautelar, sem equivaler a uma cassação definitiva.

O candidato também chamou a medida de “absurda” e falou em “ditadura do Judiciário”. Renan sugeriu, sem apresentar prova, que Toffoli teria agido em represália a críticas do partido à relação do ministro com o caso do Banco Master.

Flávio Bolsonaro (PL), também candidato à Presidência, manifestou solidariedade a Renan em publicação no X. O senador citou o bloqueio das redes sociais de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso em agosto do ano passado e condenado por tentativa de golpe de Estado.

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