Gaeco participa de operação contra fraude de IPVA que desviou R$ 1,7 milhão do Detran de Minas Gerais
Uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes no pagamento do IPVA por meio de páginas falsas entrou na mira do Ministério Público em uma operação que teve desdobramentos em Imperatriz e São Luís nesta quinta-feira (03). A Operação Contramão, coordenada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), contou com a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (Caei) do Ministério Público do Maranhão (MPMA).
Segundo as investigações, o grupo criava sites falsos com aparência semelhante às páginas oficiais do Governo de Minas Gerais. A estratégia era induzir contribuintes a realizar o pagamento do IPVA por canais fraudulentos, fazendo com que o dinheiro fosse parar nas mãos dos criminosos.
Esquema desviou mais de R$ 1,7 milhão. – Foto: MPMA
Prejuízo passa de R$ 1,7 milhão
Até o momento, os investigadores identificaram 2.435 vítimas do esquema. O prejuízo estimado chega a R$ 1.746.312,44.
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Há indícios de que a fraude esteja funcionando desde 2024 e seja repetida a cada novo ciclo de vencimento do IPVA.
Mandados em Imperatriz e São Luís
A operação foi realizada simultaneamente em quatro estados e tinha como objetivo cumprir 14 mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara das Garantias da Comarca de Belo Horizonte.
No Maranhão, houve cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em Imperatriz e São Luís.
Em Imperatriz, a operação contou com equipes da Delegacia Regional de Polícia Civil, além da Polícia Militar, por meio do Grupo de Operações Especiais (GOE) e do Batalhão de Motopatrulhamento Tático (BMT-Motos). Em São Luís, participaram policiais civis vinculados ao Gaeco e equipes da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic).
Golpe usava páginas falsas
A investigação classifica a atuação do grupo como estelionato por fraude eletrônica. Os criminosos utilizavam páginas que imitavam canais oficiais para convencer os contribuintes de que estavam realizando um pagamento legítimo do imposto.
O MPMA orienta que contribuintes utilizem exclusivamente canais oficiais dos órgãos públicos e instituições bancárias autorizadas para o pagamento de tributos. A recomendação é também verificar cuidadosamente os dados do beneficiário antes de confirmar uma transferência via Pix.
Quem acredita ter realizado pagamento por meio de uma página fraudulenta deve procurar a polícia para registrar ocorrência e comunicar imediatamente a instituição financeira responsável pela transação.


