Yglésio acusa Camarão de chantagem com vídeo antigo no MA
O deputado estadual Yglésio Moyses fez uma denúncia grave na quinta-feira (3): ele acusa o vice-governador Felipe Camarão de tentar chantageá-lo com um vídeo antigo. Segundo Yglésio, as imagens foram gravadas em 2016 e mostram ele desacordado. O caso ganhou ainda mais relevância por estar ligado à CPI do Felipix, que investiga supostas irregularidades na Vice-Governadoria do Maranhão.

(Imagem: Reprodução / Linhares Jr)
A denúncia de Yglésio contra Camarão
Yglésio Moyses afirmou nas redes sociais que Felipe Camarão tentou pressioná-lo para impedir críticas na tribuna da Assembleia Legislativa. O deputado conta que, após fazer declarações no plenário, recebeu um vídeo de 2016 em que aparece desacordado.
Segundo Yglésio, o material já estava com o vice-governador, que supostamente teria usado o vídeo como forma de ameaça. O vídeo voltou a circular nas redes sociais nos últimos dias.
O deputado relacionou diretamente o episódio à sua função de relator da CPI do Felipix. A comissão foi criada para investigar possíveis irregularidades envolvendo a Vice-Governadoria e a Secretaria de Estado da Educação.
O vídeo de 2016 que voltou à tona
Yglésio disse que as imagens foram gravadas há dez anos. Ele mostrou também uma conversa que atribuiu a Felipe Camarão e afirmou que o material estava sendo usado como instrumento de pressão política.
O deputado não entrou em detalhes sobre o conteúdo exato do vídeo, mas classificou a atitude como chantagem. “Isso não vai me calar”, declarou, ao reafirmar que continuará atuando na CPI.
A denúncia gerou repercussão imediata nos bastidores políticos do Maranhão. Aliados de Camarão negam a acusação, mas até o momento o vice-governador não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
A CPI do Felipix e as movimentações suspeitas
A CPI do Felipix surgiu a partir de uma investigação do Ministério Público do Maranhão (MPMA). O órgão reuniu relatórios de inteligência financeira do Coaf que apontam movimentações consideradas atípicas.
Segundo documentos citados na apuração, as transações suspeitas somam cerca de R$ 39,5 milhões. Desse total, nada menos que R$ 19,93 milhões são atribuídos a Felipe Camarão.
A comissão investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos. Yglésio é o relator e tem acesso a documentos sigilosos da investigação, o que, segundo ele, motivou a suposta tentativa de intimidação.
O caso levanta questionamentos sobre a lisura da administração estadual. Em um ano eleitoral, denúncias desse tipo ganham contornos ainda mais delicados.
O que esperar daqui para frente
A briga entre Yglésio e Camarão promete esquentar nos próximos dias. O deputado sinalizou que vai apresentar as provas na tribuna da Assembleia e pedir explicações formais ao vice-governador.
A CPI do Felipix segue com os trabalhos e deve ouvir novos depoimentos nas próximas semanas. As movimentações financeiras sob investigação continuam sendo analisadas pelo MPMA e pelo Coaf.
Para quem acompanha a política maranhense, este é mais um capítulo de uma eleição que já se mostra uma das mais acirradas da história do estado. Enquanto isso, a população espera respostas concretas sobre o destino dos recursos públicos.
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Com informações de Linhares Jr
O Ludovico



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