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Disputa ao Senado no MA tem candidatos da direita na liderança a menos de um mês das eleições

Disputa ao Senado no MA tem candidatos da direita na liderança a menos de um mês das eleições

Disputa ao Senado no MA tem candidatos da direita na liderança a menos de um mês das eleições

A menos de um mês das eleições de 4 de outubro, duas pesquisas divulgadas na última semana mostram movimentos significativos na corrida eleitoral do Maranhão. No Senado, candidatos de direita aparecem à frente. Para o governo, Orleans Brandão amplia vantagem sobre Eduardo Braide, enquanto Felipe Camarão patina na casa dos 4%.

Por O Ludovico

Senado: direita na dianteira

Pesquisa do instituto Veritá divulgada no último domingo (6) aponta que o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), lidera as intenções de voto para o Senado com 20,5%. Em segundo lugar aparece a senadora Eliziane Gama (PT), candidata à reeleição, com 11,2%. O agropecuarista Cidônio Gonçalves (PL) vem em terceiro, com 10,5%.

Considerando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, Eliziane e Cidônio estão em empate técnico. Em um segundo cenário estimulado, Cidônio Gonçalves aparece numericamente à frente, com 10,9%, tecnicamente empatado com outros concorrentes.

Os dados representam uma mudança em relação ao levantamento anterior da Quaest, de 25 de agosto, que mostrava Roseana Sarney (MDB) na liderança com 16%, seguida de Weverton Rocha (PDT) com 11%. Naquela pesquisa, Lahesio Bonfim tinha 10% e Fufuca (PP) e Eliziane Gama (PT) apareciam com 9% cada. O índice de indecisos na Quaest era de 27%, o que sugere que a disputa ainda pode sofrer reviravoltas até o dia da eleição.

A Veritá entrevistou 1.525 eleitores entre 29 de agosto e 1º de setembro. O registro no TSE é MA-01912/2026.

Governo: Orleans na frente, Braide estaciona

Na disputa pelo Palácio dos Leões, Orleans Brandão (situação) aparece consolidado na liderança. Pesquisa do instituto IPPI aponta o candidato com 42,3%, contra 30,7% de Eduardo Braide (PSD). Felipe Camarão (PT), candidato da base do presidente Lula, amarga apenas 4,4% segundo levantamento Doxa divulgado pelo portal iMaranhense na terça-feira (8).

O desempenho fraco de Camarão acendeu alertas no PT maranhense. A situação se agravou após o vice-líder do governo Lula na Câmara, deputado federal, abandonar oficialmente o candidato do partido no estado para apoiar Eduardo Braide, do PSD, conforme revelou o Portal Lupa1 no dia 1º de setembro. O movimento expõe rachaduras na base aliada e fragiliza ainda mais a candidatura petista.

Braide, por sua vez, tenta capitalizar o desgaste do grupo governista, mas ainda não conseguiu ultrapassar Orleans Brandão, que se beneficia da máquina estadual e de uma base sólida no interior.

Pesquisas sob suspeita

O cenário eleitoral maranhense ganhou um ingrediente extra de tensão nas últimas semanas. Diversos levantamentos tiveram a divulgação suspensa pela Justiça Eleitoral por supostas irregularidades metodológicas — um verdadeiro “festival de pesquisas suspensas”, como classificou a Revista Oeste.

A situação gerou insegurança nos candidatos e nos eleitores, que ficam sem referências confiáveis para avaliar o cenário real da disputa. Especialistas ouvidos por O Ludovico apontam que a judicialização das pesquisas pode beneficiar candidatos com maior tempo de televisão e menos dependentes de dados estatísticos para orientar a campanha.

O que esperar até 4 de outubro

Com o prazo final para julgamento dos registros de candidatura pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) se aproximando, e a campanha oficial entrando na reta final, o Maranhão vive uma das eleições mais imprevisíveis dos últimos anos. A disputa ao Senado, com 11 candidatos concorrendo a duas vagas, promete ser acirrada, especialmente com a entrada da direita organizada em torno de Lahesio Bonfim (Novo) e Cidônio Gonçalves (PL).

Para o governo, Orleans Brandão aparece como franco favorito, mas a alta rejeição e o eleitorado ainda indeciso — que em algumas pesquisas chega a 27% — deixam margem para surpresas na reta final. Eduardo Braide aposta no antipetismo e no apoio de dissidentes da base de Lula para crescer, enquanto Felipe Camarão tenta reverter um cenário adverso com a militância petista e o horário eleitoral.

O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Até lá, O Ludovico acompanha os bastidores da política maranhense.

Fontes: Veritá, Quaest, IPPI, Doxa, Portal Lupa1, Revista Oeste, iMaranhense, CNN Brasil, G1 MA, dados oficiais da Justiça Eleitoral.

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