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Sampaio, Moto e MAC: os desafios dos gigantes do futebol maranhense em 2026

Sampaio, Moto e MAC: os desafios dos gigantes do futebol maranhense em 2026

O futebol maranhense vive um momento de contrastes em 2026. Enquanto o MAC (Maranhão Atlético Clube) celebrou o acesso à Série C do Campeonato Brasileiro e o Moto Club levantou a taça do Campeonato Maranhense deste ano, o Sampaio Corrêa, maior campeão estadual, amarga uma temporada de reconstrução na Série D nacional. Os três gigantes de São Luís seguem escrevendo suas histórias, cada um com seus próprios desafios e conquistas.

O ano do Papão

O Moto Club vive um 2026 para entrar na história. Sob o comando do técnico Fernando Tonet e sob a presidência de Artur Cabral, o Papão do Norte conquistou no primeiro semestre o seu 26º título do Campeonato Maranhense, consolidando-se como o segundo maior vencedor do estado, atrás apenas do rival Sampaio Corrêa. A equipe rubro-negra, que disputa a Série D do Brasileirão, busca retornar à Série C, onde não marca presença desde 2017. Com campanha sólida no estadual e tempo para crescer na competição nacional, o Moto tenta recuperar o protagonismo que o consagrou como um dos clubes mais tradicionais do Norte-Nordeste.

O Bode na Série C

O MAC vive uma fase de ascensão. Após conquistar o Campeonato Maranhense em 2025, o Bode Gregório conseguiu o tão sonhado acesso à Série C do Brasileirão no mesmo ano, ao eliminar times como Tuna Luso, Central e ASA nas fases eliminatórias da Série D. Em 2026, sob a presidência de Carlos Eduardo Dias e o comando técnico de Jerson Testoni, o Maranhão Atlético Clube disputa a terceira divisão nacional e também garantiu vaga na Copa do Brasil. O clube quadricolor, que foi a sensação do futebol brasileiro em 1979 ao terminar a primeira fase do Campeonato Brasileiro com a mesma pontuação de Internacional e Grêmio Maringá, busca se firmar de vez entre as potências emergentes do Nordeste.

A reconstrução da Bolívia Querida

O Sampaio Corrêa, maior campeão maranhense com 37 títulos estaduais e o único clube do Brasil a conquistar dois regionais distintos – Copa Norte (1998) e Copa do Nordeste (2018) -, enfrenta uma de suas fases mais delicadas. Pela primeira vez em anos, a Bolívia Querida disputa a Série D do Campeonato Brasileiro, depois de cair da Série C na temporada passada. Sob a presidência de Sérgio Frota e o comando técnico de Gerson Gusmão, o tricolor de São Pantaleão busca o reerguimento rápido. Com a maior torcida do estado e uma história que inclui títulos nas Séries B (1972), C (1997) e D (2012), o Sampaio é o único clube brasileiro a ter vencido três divisões nacionais diferentes, feito que evidencia sua grandeza, mas o momento exige pés no chão e trabalho sério para recuperar o espaço perdido.

Clássicos que mobilizam multidões

Os confrontos entre Sampaio, Moto e MAC continuam sendo os eventos esportivos mais aguardados pela torcida ludovicense. Seja no Castelão ou no Nhozinho Santos, os jogos entre os três gigantes de São Luís paralisam a cidade e mobilizam milhares de apaixonados. Em 2026, a rivalidade ganhou novos contornos: enquanto Sampaio e Moto se encontram na Série D nacional, o MAC navega em divisão superior, algo que não se via há tempos. Essa dinâmica promete deixar o Campeonato Maranhense dos próximos anos ainda mais imprevisível.

Para o Sampaio, o foco imediato é reagir e buscar o acesso à Série C de 2027 voltando a fazer o Castelão ferver. O Moto, que já comemora o título estadual de 2026, quer provar que pode competir em igualdade com os times da terceira divisão e, quem sabe, buscar uma vaga na Série B nos próximos anos. Já o MAC, embalado pelo acesso recente, mira a permanência na Série C e quem sabe uma campanha que o leve ainda mais longe. O futebol do Maranhão respira novos ares e, para a alegria da torcida, a perspectiva é de que os próximos capítulos dessa história sejam escritos com muito suor, garra e emoção dentro de campo.

Um fato é certo: o futebol maranhense vive um de seus momentos mais vibrantes dos últimos anos, com três gigantes lutando por espaço e glórias em cenários diferentes, mas unidos pela mesma paixão que move multidões nas arquibancadas do Maranhão.

Por O Ludovico

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