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Crise no STF, disputa ao Senado e força federal: o cenário político do MA às vésperas das eleições 2026

Crise no STF, disputa ao Senado e força federal: o cenário político do MA às vésperas das eleições 2026

Faltando menos de um mês para o primeiro turno das eleições, o Maranhão vive um dos momentos políticos mais intensos dos últimos anos. Entre a crise no Supremo Tribunal Federal que envolve ministros e o comando da Polícia Federal, as definições sobre candidaturas ao Senado e a chegada de tropas federais para garantir a segurança do pleito, o tabuleiro político estadual se movimenta em várias frentes simultaneamente.

O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão decidiu, por unanimidade, rejeitar a ação de impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral contra a candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) à reeleição. O MPE havia questionado o registro do pedetista por suposta falta de quitação eleitoral relacionada a uma multa pendente desde 2022. Durante a tramitação do processo, porém, o próprio órgão ministerial reconheceu a regularização da situação e passou a defender o deferimento da candidatura. A relatora do caso, juíza Rosângela Santos Prazeres Macieira, entendeu que a irregularidade foi solucionada antes do julgamento, afastando o impedimento.

A decisão representa uma vitória jurídica importante para Weverton, que enfrentava a primeira tentativa formal de barrar seu registro. Com o caminho liberado, o senador segue na disputa por uma das duas vagas do Maranhão no Senado Federal em uma corrida que promete ser acirrada. Além dele, concorrem ao cargo a senadora Eliziane Gama (PSB), que busca a reeleição, além de nomes como o deputado federal Fufuca (PP), a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), Lahesio Bonfim (NOVO), Cidônio (PL), Dr. Hilton, Enilton (PSOL), Simplício e Wilson Leite (PSTU). A diversidade de candidatos reflete a pluralidade do eleitorado maranhense, que decidirá em outubro quem ocupará as cadeiras no Congresso pelos próximos oito anos.

A crise no STF, porém, acaba pautando indiretamente a campanha maranhense. A guerra declarada entre os ministros Flávio Dino e André Mendonça, que culminou com a reintegração de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal, gerou expectativas na classe política local. O senador Weverton Rocha, por exemplo, foi citado em reportagens nacionais que apontavam supostamente decisões seletivas do ministro André Mendonça. A defesa do pedetista agora aguarda os próximos desdobramentos para, supostamente, pedir a anulação das investigações que pesam contra ele.

Para o grupo governista, aliado do governador Carlos Brandão (MDB), a crise no STF trouxe o que alguns já chamam de respiro momentâneo. Isso porque dezenas de processos contra integrantes do Palácio dos Leões tramitam no gabinete de Flávio Dino, que é desafeto político de Brandão. Enquanto a guerra institucional no STF consome a atenção dos ministros, avaliam aliados, a pressão sobre o grupo governista pode diminuir. A incógnita, admitem nos bastidores, é se essa trégua será duradoura ou apenas passageira. Parte da oposição, por outro lado, aposta que a crise pode acelerar julgamentos no Supremo, gerando efeitos imprevisíveis para as candidaturas locais.

Ao mesmo tempo, o Tribunal Superior Eleitoral aprovou o envio de tropas federais para 45 municípios do Maranhão durante o primeiro turno das eleições. A medida atende a uma solicitação estratégica do TRE-MA e prevê a atuação das Forças Armadas para garantir a normalidade da votação e da apuração, além do transporte logístico de urnas para locais de difícil acesso. A decisão foi tomada por unanimidade no TSE e segue o precedente de 2018 e 2022, quando mais de 500 cidades receberam apoio federal em todo o país.

No campo da sucessão estadual, oito candidatos disputam o governo do Maranhão. Pesquisas recentes apontam cenários distintos: enquanto um levantamento do IPPI mostra Eduardo Braide (PSD) com vantagem de vinte pontos percentuais sobre Orleans Brandão (Republicanos), outro estudo indica Orleans na liderança, com 42,3% contra 36,4% de Braide. A divergência nos números reflete a intensidade de uma campanha que ainda pode reservar surpresas até o dia da votação, especialmente com o terceiro colocado, Felipe Camarão (PT), crescendo nas pesquisas e buscando espaço no segundo turno.

Com a palavra final nas mãos do eleitor, o cenário político maranhense seguirá nos próximos dias sendo moldado tanto pelas decisões da Justiça Eleitoral quanto pelos acontecimentos em Brasília. As eleições de 2026 prometem ser um termômetro do novo equilíbrio de forças no estado e no país.

O Ludovico

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