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Braço robótico gigante examinará destroços nucleares em Fukushima após atraso de 5 anos | Mundo

Braço robótico gigante examinará destroços nucleares em Fukushima após atraso de 5 anos | Mundo

Braço robótico gigante examinará destroços nucleares em Fukushima após atraso de 5 anos | Mundo

A Tokyo Electric Power Co. Holdings (Tepco) está se preparando para inspecionar e remover destroços de combustível de um dos reatores nucleares de Fukushima Daiichi utilizando um enorme braço robótico. Essa etapa, embora com cinco anos de atraso em relação ao cronograma original, pode aproximar a usina avariada do processo de descomissionamento.

A Tepco utilizará o braço de 4,6 toneladas e 22 metros de comprimento para a análise, cuja duração prevista é de cerca de seis meses. O objetivo principal é determinar as condições no interior do vaso de contenção do reator.

O braço robótico será equipado com instrumentos especializados e inserido próximo ao centro do vaso de contenção para obter dados tridimensionais. Também serão feitas filmagens com câmeras acopladas, e ferramentas especiais poderão ser fixadas ao braço para coletar destroços.

Mais de 15 anos após o tsunami de março de 2011, que provocou a fusão dos núcleos dos reatores da usina, os níveis de radiação no interior do reator permanecem elevados demais para a entrada de humanos. Os dados obtidos até o momento, por meio de imagens e outras fontes, têm sido limitados.

Obter informações sobre a localização de obstáculos e a distribuição de destroços de combustível altamente radioativos é essencial para avançar rumo ao descomissionamento.

Os dados coletados daqui para a frente serão incorporados a modelos de realidade virtual para subsidiar o desenvolvimento futuro de equipamentos e a elaboração de técnicas de remoção de destroços.

A operação também removerá obstáculos para facilitar investigações futuras. Jatos de água de alta pressão acoplados ao braço serão usados para cortar tubulações e outras obstruções, criando rotas de acesso para áreas mais profundas do reator.

O programa enfrentou diversos problemas técnicos. Falhas nos equipamentos atrasaram a implementação — originalmente prevista para 2021 — em quatro ocasiões. A Tepco desistiu de usar o braço durante operações experimentais de remoção de destroços realizadas em 2024 e 2025. Em vez disso, os trabalhadores utilizaram um dispositivo semelhante a uma vara de pescar, empurrado manualmente através da tubulação para dentro do reator.

A próxima tentativa estava prevista para começar já em julho, mas um motor nas articulações do braço parou de funcionar durante os testes. O trabalho de substituição começou no final de agosto e deve levar várias semanas.

O braço robótico foi desenvolvido pelo International Research Institute for Nuclear Decommissioning (sediado em Tóquio), pela Mitsubishi Heavy Industries e pela Veolia Nuclear Solutions (sediada no Reino Unido). O Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão destinou 7,8 bilhões de ienes (US$ 50,6 milhões) para o projeto.

A Tepco está estudando métodos para remover cerca de 880 toneladas de detritos de combustível radioativo remanescentes nas Unidades 1 a 3, etapa considerada a mais desafiadora do processo de descomissionamento.

“Estamos considerando o método de braço robótico para quando ampliarmos a escala de remoção de detritos na Unidade 2, futuramente”, afirmou em julho o vice-presidente executivo Akira Ono, responsável pelas operações de descomissionamento.

Ao contrário do sistema do tipo “vara de pescar”, que exige que os trabalhadores insiram o equipamento manualmente, o braço robótico pode ser operado inteiramente à distância, reduzindo a exposição das pessoas à radiação.

Demonstrar que o braço consegue operar de forma confiável em um ambiente de alta radioatividade é outro objetivo.

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