Estudante do IFMA conquista medalha de ouro em olimpíada com projeto que monitora qualidade da água de comunidades ribeirinhas
Uma estudante do primeiro ano do curso Técnico em Eletroeletrônica do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), Campus Santa Inês, conquistou medalha de ouro na Olimpíada Brasileira da Amazônia Legal (OBAL 2026) com um aplicativo que monitora a qualidade da água utilizada por comunidades ribeirinhas.
Júlia Rosa Albuquerque Martins, de 16 anos, foi a única estudante do IFMA classificada na competição e recebeu a premiação durante cerimônia realizada no dia 4 de setembro, no próprio campus, com a presença de familiares, professores e diretores do instituto.
A Olimpíada Brasileira da Amazônia Legal foi dividida em três etapas. Nas duas primeiras fases, os participantes responderam a uma prova com 24 questões objetivas, abordando conteúdos de Geografia, História, Sociologia, Biologia, Química e Física, além de temas relacionados à região amazônica. Na terceira e última fase, os estudantes precisavam desenvolver um projeto sustentável capaz de beneficiar populações ribeirinhas.
Foi nessa etapa que Júlia apresentou o AquaGuard, um aplicativo criado para monitorar a qualidade da água em comunidades ribeirinhas, um dos principais desafios enfrentados por populações que vivem na Amazônia Legal.
No Campus Santa Inês, 19 estudantes do primeiro ao terceiro ano participaram inicialmente da competição. Desse total, 15 avançaram para a segunda fase e oito chegaram à terceira etapa, quando ocorreu a apresentação e entrega dos projetos. Entre os finalistas, Júlia Rosa foi a única medalhista de ouro.
De acordo com a organização da OBAL, a competição busca estimular a iniciação científica e o protagonismo de estudantes do Ensino Médio, incentivando o desenvolvimento de soluções para problemas reais da Amazônia Legal. A proposta também envolve a integração de conhecimentos tradicionais da região com ciência, tecnologia e inovação.
A cerimônia de entrega contou com a presença da orientadora da estudante, Ângela Mouzinho; da diretora-geral do campus, Djelma Vasconcelos; do diretor de Desenvolvimento de Ensino, Genilton Marques; e da chefe do Departamento de Ensino, Patrícia Cardoso. Também participou o professor Elismar Alves, idealizador da Olimpíada.
Segundo os organizadores, a Olimpíada Brasileira da Amazônia Legal foi criada para conectar estudantes de diferentes partes do Brasil aos desafios e às possibilidades da Amazônia Legal. A iniciativa é apresentada como a primeira competição científica dedicada ao tema no país.
Entre os principais eixos da olimpíada estão tecnologia, sustentabilidade, inovação, pesquisa científica e valorização dos conhecimentos ligados à região amazônica.
Para Júlia Rosa, a conquista representa mais do que uma medalha. “É a prova de que a ciência feita no Maranhão tem qualidade e pode contribuir para soluções reais para nossa região”, afirmou a estudante durante a premiação.
O projeto AquaGuard segue em desenvolvimento e a estudante pretende dar continuidade à pesquisa, com a possibilidade de testar o aplicativo em comunidades ribeirinhas da região de Santa Inês, no interior do Maranhão.
Foto: Divulgação/IFMA



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