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Flordelis, pastora próxima ao bolsonarismo, perde recurso por assassinato do marido

Flordelis, pastora próxima ao bolsonarismo, perde recurso por assassinato do marido

Flordelis, pastora próxima ao bolsonarismo, perde recurso por assassinato do marido

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A condenação de Flordelis dos Santos pela morte do pastor Anderson do Carmo continua valendo. Pastora evangélica de atuação política ligada a pautas conservadoras, a ex-deputada teve uma nova tentativa de derrubar o resultado do júri rejeitada, por unanimidade, pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça.

Flordelis foi condenada por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado, associação criminosa armada e uso de documento ideologicamente falso.

Eleita deputada federal pelo Rio de Janeiro em 2018, Flordelis ganhou espaço na bancada evangélica e circulou ao lado de nomes importantes do então governo Bolsonaro. Apareceu publicamente com o próprio presidente, com a então ministra Damares Alves e com Sergio Moro, à época ministro da Justiça.

No recurso, os advogados sustentaram que problemas ocorridos durante a tramitação do processo e no julgamento deveriam levar à anulação da condenação.

Os ministros entenderam de outra forma. Para o STJ, a defesa não demonstrou que as irregularidades apontadas tenham causado prejuízo suficiente para invalidar o júri. Parte das questões também já havia sido decidida em fases anteriores do processo.

Entre os episódios questionados estava uma referência ao silêncio de Flordelis durante o julgamento. A Corte considerou que a fala foi pontual, contestada na própria sessão e corrigida pela juíza que comandava o júri.

Também foram rejeitadas as contestações relacionadas ao uso de documentos e à negativa de pedidos de quebra de sigilos bancário e fiscal.

O julgamento no STJ atingiu ainda outros três envolvidos no processo.

André Luiz de Oliveira, Marzy Teixeira da Silva e Rayane dos Santos Oliveira haviam sido absolvidos pelo júri, mas o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro anulou a decisão e determinou que fossem julgados novamente.

A defesa tentou barrar o novo júri alegando que a decisão dos jurados deveria prevalecer. O STJ, porém, manteve a determinação do tribunal fluminense.

Segundo o entendimento adotado no caso, uma absolvição pode ser anulada quando for considerada manifestamente contrária às provas e estiverem presentes as condições previstas na legislação.

Com isso, Flordelis permanece condenada e os outros três réus continuam sujeitos a um novo julgamento pelo Tribunal do Júri.

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