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Flávio Bolsonaro vence Lula por 1,8 ponto no 1º turno e a eleição é decidida em 25 de outubro

Flávio Bolsonaro vence Lula por 1,8 ponto no 1º turno e a eleição é decidida em 25 de outubro

Flávio Bolsonaro vence Lula por 1,8 ponto no 1º turno e a eleição é decidida em 25 de outubro

A eleição presidencial de 2026 não terminou no primeiro turno e o placar é o mais apertado desde a redemocratização. Com 99,99% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro (PL) somou 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula (PT). A diferença de 1,87 ponto percentual, cerca de 2,2 milhões de votos, obriga a disputa a um segundo turno em 25 de outubro.

Os números são do Tribunal Superior Eleitoral. Flávio recebeu 56.104.103 votos. Lula ficou com 53.876.434. Nenhum dos dois alcançou a maioria absoluta exigida pela Constituição, que é o que define a eleição em turno único.

O placar do primeiro turno

Além dos dois primeiros colocados, a disputa teve dez candidatos. O escritor Augusto Cury (Avante) ficou em terceiro, com 2,89% e 3.448.549 votos. Renan Santos (Partido Missão) alcançou 2,24% e 2.675.878 votos, seguido de perto por Ronaldo Caiado (PSD), com 2,18% e 2.605.122 votos. Os demais candidatos não passaram de 0,3% cada.

O comparecimento foi de 78,92%, com 125.272.151 votos computados. As abstenções chegaram a 33.468.416 eleitores, ou 21,08% do total. Os votos brancos somaram 1,84% e os nulos, 2,93%.

Uma vitória com sabor de virada parcial

A vantagem de Flávio Bolsonaro no primeiro turno contrasta com o que as pesquisas apontavam horas antes da votação. Levantamentos divulgados na véspera indicavam empate técnico entre os dois candidatos, e o senador fluminense chega ao segundo turno com a maior votação de sua trajetória.

Para o campo democrático, o resultado abre uma janela curta de 21 dias. Os 53,8 milhões de votos em Lula não são suficientes sozinhos, e a disputa passa a depender de conquistar parte dos eleitores que votaram nos candidatos de centro e nos votos brancos e nulos. Historicamente, o segundo turno no Brasil costuma deslocar o eleitorado de forma relevante, o que mantém a eleição aberta.

O que o primeiro turno revelou no resto do país

A onda que levou Flávio Bolsonaro ao segundo turno não se repetiu de forma uniforme nos estados. No Maranhão, o governador eleito no primeiro turno foi Eduardo Braide (PSD), com 54,03%, e a disputa ao Senado terminou com Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo) eleitos. Outros estados, como a Bahia, reelegeram governadores petistas já no primeiro turno, o que mostra um país dividido entre regiões.

Essa diferença entre o desempenho nacional e o local é o que deve pautar a campanha do segundo turno nos próximos dias. O segundo turno é, na prática, uma nova eleição, com tempo de propaganda dividido de forma diferente e sem os candidatos menores na disputa.

O calendário daqui para frente

A campanha do segundo turno começa imediatamente. A propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão retorna em data definida pelo TSE, e o debate entre os dois candidatos deve ocorrer antes de 25 de outubro. O voto é obrigatório para maiores de 18 anos e facultativo para analfabetos, maiores de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos.

Quem faltou ao primeiro turno não perde o direito de votar no segundo. O eleitor que não justificou a ausência tem até 60 dias após a eleição para regularizar a situação, o que dá margem para o comparecimento de quem ficou em casa neste domingo.

O peso do segundo turno para o Maranhão

Para o Maranhão, o segundo turno presidencial tem efeito direto. O estado elegeu Braide governador no primeiro turno, mas a definição da Presidência influencia a relação do estado com o governo federal no próximo ano, especialmente em repasses para saúde, educação e infraestrutura.

A diferença de 1,87 ponto deixa claro que nenhum dos dois lados pode tratar o resultado como definido. Serão 21 dias de disputa voto a voto, em um eleitorado que ainda tem motivos para mudar de posição.

Por Ariosto Carvalho

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