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Eduardo Braide é eleito governador do Maranhão no primeiro turno com 54% dos votos

Eduardo Braide é eleito governador do Maranhão no primeiro turno com 54% dos votos

Eduardo Braide é eleito governador do Maranhão no primeiro turno com 54% dos votos

O Maranhão tem novo governador e a definição veio sem segundo turno. Com 99,97% das urnas apuradas, Eduardo Braide (PSD) foi eleito no primeiro turno com 54,03% dos votos válidos, somando 2.103.882 votos. O resultado encerra uma das disputas mais acirradas da história recente do estado e devolve o Palácio dos Leões a um projeto de oposição ao grupo que governa o Maranhão há oito anos.

Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral, Orleans Brandão (MDB) ficou em segundo lugar, com 34,76% e 1.353.515 votos. Felipe Camarão (PT) alcançou 9,60%, com 373.928 votos. Nenhum outro candidato passou de 1,3%.

Os números da apuração

A eleição no Maranhão teve 4.157.458 votos computados, com 80,27% de comparecimento. As abstenções chegaram a 1.022.164 eleitores, ou 19,73% do total. Os votos válidos foram 3.845.276, com 93.653 votos brancos (2,25%) e 169.609 nulos (4,08%).

A vantagem de Braide sobre Orleans Brandão foi de 19,27 pontos percentuais, uma distância que tornou inviável qualquer reação nas urnas ao longo do domingo. A apuração começou às 17h e a definição matemática veio ainda na noite da votação.

Quem são os outros candidatos

Roberto Rocha (PRTB) obteve 1,26%, com 48.920 votos. André Luis (Partido Missão) teve 0,20% e 7.905 votos. Saulo Arcangeli (PSTU) somou 0,12%, com 4.693 votos. Reginaldo Lima (PCB) alcançou 1.096 votos e Dimas Cassimiro (PCO), 257.

O Senado também foi definido

Na mesma votação, o Maranhão escolheu dois senadores. Fufuca (PP) foi o mais votado, com 21,43% e 1.529.812 votos. Lahesio Bonfim (Novo) ficou com a segunda vaga, com 20,61% e 1.471.761 votos. Roseana Sarney (MDB) terminou em terceiro, com 16,40% e 1.171.252 votos, seguida por Weverton Rocha (PDT), com 15,21%, e Eliziane Gama (PT), com 9,75%.

A derrota de Roseana Sarney marca o fim de um ciclo. A família Sarney ocupou o Senado pelo Maranhão por décadas e, a partir de 2027, não terá representação na Casa pelo estado. É uma mudança de peso em um estado onde o clã comandou a política por mais de meio século.

O que muda no Maranhão

A eleição de Braide representa uma virada de campo no estado. O novo governador assume em 1º de janeiro de 2027 e terá pela frente um orçamento estadual pressionado, uma estrutura de servidores herdada e a relação com o governo federal, que será definida no segundo turno presidencial do dia 25 de outubro.

No plano político, o resultado também reorganiza a bancada estadual e federal eleita no domingo. O deputado federal mais votado do Maranhão foi Pedro Lucas Fernandes (União), com 188.654 votos, seguido por Iracema Vale (MDB), com 179.265, Vinicius Ferro (MDB), com 166.836, e Fabiana Vilar (PL), com 160.246 votos. Para a Assembleia Legislativa, a mais votada foi Maedja Campos (PDT), com 102.693 votos.

Um estado que decidiu rápido

A definição no primeiro turno tem efeito prático imediato. Braide ganha dois meses de transição sem precisar passar por uma nova campanha, o que permite montar a equipe de governo com antecedência e negociar a estrutura da Assembleia antes da posse.

O resultado também confirma o que as últimas pesquisas apontavam: o eleitor maranhense optou pela alternância. Resta saber como o novo governo vai lidar com um estado que, na mesma eleição, elegeu para o Senado nomes de campos políticos distintos, o que antecipa uma relação de negociação, e não de alinhamento automático, com o Palácio dos Leões.

Por Ariosto Carvalho

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