Comando da Assembleia Legislativa: Dino é o nome mais forte
A disputa pelo comando da Assembleia Legislativa do Maranhão começou antes mesmo da posse dos novos deputados. O governador eleito Eduardo Braide (PSD) toma posse apenas em janeiro de 2027, mas as articulações para a presidência da Casa já mobilizam a base aliada. Entre os nomes mais próximos do futuro governador, o deputado eleito Dino do Aldenora Bello (PSD) aparece como o mais forte para o posto.
Dino do Aldenora Bello surge como nome mais forte
Segundo o portal Suelda Santos, o nome de Dino do Aldenora Bello circulava nos bastidores antes mesmo da votação de domingo (4). Ele integra o grupo de aliados diretos do governador eleito. A proximidade com Braide pesa na escolha do comando da Assembleia Legislativa.
Além de Dino, o PSD elegeu outros três deputados estaduais ligados ao novo governador. Chegaram à Casa Douglas Pinto, Paula Prata e Júnior Vieira, todos do mesmo partido. Juntos, eles formam o núcleo mais alinhado ao Palácio dos Leões na próxima legislatura.
O grupo do PSD tende a votar em bloco na eleição da mesa diretora. Esse alinhamento dá a Dino uma vantagem inicial na contagem de votos. Ainda assim, a definição depende das alianças que o governo vai costurar até fevereiro.
Outros nomes na disputa interna
Nos dias que antecederam as eleições, outros nomes surgiram nas conversas de bastidor. A deputada Detinha (PL) e o deputado Gleidson Rezende (MDB), ambos reeleitos, também foram citados. Contudo, nenhum deles tem a mesma proximidade com o governador eleito.
A definição do comando da Assembleia depende de acordo entre os partidos aliados. O MDB, que fez a maior bancada estadual, deve reivindicar espaço na mesa diretora. O PL, por sua vez, tenta manter influência mesmo sem comandar o Executivo estadual.
Os partidos menores entram na negociação como fiel da balança. Em disputas acirradas, cada voto conta e os blocos pequenos ganham peso desproporcional. Por isso, os candidatos à presidência costumam oferecer cargos na mesa para garantir apoio.
A relação de Braide com o Legislativo
Braide tem histórico de pouco envolvimento direto em disputas do Legislativo. Como prefeito de São Luís, ele evitou se meter nas eleições internas da Câmara Municipal. No entanto, essa postura também gerou atritos com os vereadores desde 2021.
A experiência na capital serve de alerta para o novo governo. Sem uma base sólida, o Executivo enfrenta dificuldade para aprovar projetos de interesse. Por isso, o comando da Assembleia se torna peça central na estratégia do governador eleito.
Aliados avaliam que o governador precisa se envolver mais desta vez. A lição da Câmara Municipal mostra o custo de ficar de fora da articulação. Assim, a tendência é que Braide atue diretamente na escolha do presidente da Casa.
A força do PSD na nova Assembleia
O PSD chega fortalecido à próxima legislatura. O partido elegeu o governador, dois senadores e uma bancada estadual relevante. Esse conjunto dá ao grupo de Braide poder de negociação na montagem da mesa diretora.
O Maranhão elegeu 42 deputados estaduais no domingo. A renovação atingiu quase 60% da Casa, segundo levantamento divulgado após a apuração. O número mostra que boa parte dos novos parlamentares chega sem vínculos com a legislatura anterior. Veja a relação completa dos deputados estaduais eleitos no Maranhão.
A renovação alta muda o tabuleiro das negociações. Deputados novatos costumam seguir a orientação dos partidos na primeira eleição da mesa. Isso reduz o peso das relações pessoais construídas em mandatos anteriores.
Como funciona a eleição da mesa diretora
A escolha do presidente da Assembleia ocorre na sessão de posse, prevista para 1º de fevereiro. Na mesma data, os deputados elegem todos os cargos da mesa diretora. A votação é secreta e exige maioria dos 42 parlamentares.
O presidente da Casa tem papel decisivo na pauta da legislatura. Ele define quais projetos entram em votação e controla o ritmo dos trabalhos. Por isso, o cargo interessa tanto ao governo quanto à oposição.
Além da presidência, a mesa diretora inclui duas vice-presidências e quatro secretarias. A distribuição dessas vagas costuma selar os acordos entre os partidos. Quem monta a chapa precisa contemplar os aliados e evitar rachaduras antes da votação.
A pressão do calendário também pesa. Quanto mais perto de fevereiro, menor o espaço para mudar de lado sem desgaste público. Por isso, os acordos tendem a se fechar ainda em 2026.
O que esperar daqui para frente
A eleição na Assembleia ocorre em 1º de fevereiro, logo após a posse dos novos deputados. Até lá, as conversas devem se intensificar nos bastidores. A tendência é que o nome ligado ao governador eleito ganhe força ao longo dos próximos meses.
O resultado da disputa define os rumos da legislatura. Uma mesa diretora alinhada ao Executivo facilita a agenda do governo. Um comando independente, por outro lado, obriga o Palácio dos Leões a negociar cada votação. A resposta deve sair apenas no início de 2027.
Com informações do portal Suelda Santos
O Ludovico



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