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Chapa de Lahesio Bonfim pode ser questionada por idade do primeiro suplente Naurício Rizze

Chapa de Lahesio Bonfim pode ser questionada por idade do primeiro suplente Naurício Rizze

Chapa de Lahesio Bonfim pode ser questionada por idade do primeiro suplente Naurício Rizze

A eleição de Lahesio Bonfim (Novo) para o Senado pelo Maranhão pode enfrentar um questionamento jurídico envolvendo a composição de sua chapa. Maurício Baggio Rizzi, de 34 anos, foi eleito como primeiro suplente, mas só completará a idade mínima exigida para ocupar o cargo de senador em abril de 2027.

Rizzi nasceu em 18 de abril de 1992 e completará 35 anos apenas em 18 de abril do próximo ano. A posse dos novos senadores está prevista para 1º de fevereiro de 2027, quando ele ainda terá 34 anos.

O detalhe é relevante porque a exigência de idade mínima de 35 anos não se aplica apenas ao candidato titular ao Senado.

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, em sua cartilha oficial para as Eleições 2026, estabelece expressamente que a idade mínima de 35 anos vale para senador e suplente de senador.

O Senado também informa que o suplente precisa cumprir os mesmos requisitos exigidos do titular; entre eles, ter no mínimo 35 anos.

Conforme apurou O INFORMANTE, a legislação eleitoral estabelece, ainda, que, para os cargos das casas legislativas, a idade mínima é aferida na chamada posse presumida. A regra consta da Lei nº 9.504/1997 e foi reproduzida pelo TSE para as Eleições 2026.

Isso torna a situação de Rizzi particularmente sensível. Embora ele complete 35 anos pouco mais de dois meses depois da posse dos senadores eleitos, na data considerada para a aferição da idade ele ainda não terá atingido o requisito constitucional.

A chapa de Lahesio foi registrada com Maurício Rizzi como primeiro suplente e Franciscano Soares (PSD) como segundo suplente.

A própria Agência Senado confirmou a composição após a eleição de Lahesio, que recebeu 1.462.857 votos e garantiu uma das duas vagas destinadas ao Maranhão no Senado.

A Constituição Federal determina que cada senador seja eleito com dois suplentes, e o Código Eleitoral estabelece que o registro da candidatura ao Senado deve ser feito juntamente com o registro do suplente.

O TSE também possui entendimento de que a chapa para o Senado deve ser apresentada de forma completa, com os dois suplentes.

Por isso, o problema não deve ser tratado simplesmente como uma questão individual de Rizzi. Caso a Justiça Eleitoral entenda que a ausência da idade mínima compromete sua condição de elegibilidade, poderá haver discussão sobre a própria validade da chapa eleita.

A consequência mais grave em uma eventual ação seria a cassação da chapa, atingindo não apenas o suplente questionado, mas também o senador eleito.

Há precedentes da Justiça Eleitoral em que a cassação de uma chapa majoritária alcançou o titular e os respectivos suplentes.

No caso da ex-senadora Selma Arruda, por exemplo, o TSE cassou os diplomas de toda a chapa, incluindo os dois suplentes.

Isso, no entanto, não significa que a chapa de Lahesio esteja automaticamente cassada.

O eventual efeito sobre o mandato dependerá de provocação da Justiça Eleitoral e da interpretação adotada no processo sobre a condição de elegibilidade de Maurício Rizzi e seus reflexos na chapa.

Fonte: O Informante

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