2ª Romaria Marítima reúne fiéis na Baía de São Marcos
A 2ª Romaria Marítima do Círio de Nazaré reuniu centenas de fiéis nas águas da Baía de São Marcos nesta segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida. A frota de 15 embarcações partiu do Cais da Praia Grande, em São Luís, após a bênção de envio do arcebispo Dom Gilberto Pastana.

A travessia emocionou devotos de vários bairros da capital. O evento consolidou a romaria nas águas como parte da programação do Círio de Nazaré em São Luís, em seu segundo ano de realização.
Romaria Marítima resgata a origem da devoção
Para Dom Gilberto, a celebração pertence a toda a Arquidiocese. Em sua fala, o arcebispo lembrou que a devoção a Nossa Senhora de Nazaré une os católicos da região.
“Nossa Senhora de Nazaré arrasta seus devotos. Todo católico é filho de Maria. Por isso, o Círio não é apenas um festejo do Santuário do Cohatrac, mas de toda a Arquidiocese de São Luís”, declarou o bispo.
A romaria nas águas remonta à própria origem da devoção na Amazônia. Ela começou em 1700, quando o paraense Plácido José de Souza encontrou a imagem de madeira às margens do igarapé Murutucu, em Belém.
Daquele achado nasceu uma das maiores festas religiosas do país. O Círio de Belém, celebrado em outubro, reúne milhões de pessoas e se espalhou por dezenas de cidades brasileiras.
Travessia de esperança na Baía de São Marcos
A imagem peregrina seguiu na embarcação principal da frota. O reitor do Santuário do Cohatrac, padre James Serrão, conduziu o cortejo e destacou o tom contemplativo do percurso.
“A Romaria Marítima nos impulsiona a olhar para o mar da vida com esperança. Sob o olhar materno de Maria, ninguém é desamparado”, pontuou o sacerdote.
O percurso pela Baía de São Marcos transformou o feriado em um ato de fé coletivo. As embarcações navegaram em procissão, com fiéis acompanhando das margens e de outras lanchas.
A travessia também resgatou a relação da cidade com o mar. São Luís nasceu entre águas, e a romaria levou a devoção mariana para esse cenário.
Fiéis de vários bairros e a reta final do Círio
O evento atraiu moradores de bairros como Cidade Operária, Turu e Centro. A romaria marítima encerrou a sequência de romarias, depois da caminhada terrestre de 17 km realizada no fim de semana.
O Santuário do Cohatrac organiza a programação do Círio em São Luís. A cada ano, a festa reúne missas, novenas e procissões em diferentes pontos da capital.
As festividades do Círio de Nazaré 2026 entram agora em sua reta final. A programação religiosa segue até o encerramento das celebrações na capital maranhense.
A adesão dos fiéis reforça o peso da devoção mariana no Maranhão. Neste ano, o feriado de 12 de outubro também teve missas e procissão em várias cidades do estado.
O que é o Círio de Nazaré
O Círio de Nazaré é uma das maiores festas religiosas do Brasil. A primeira procissão em Belém aconteceu em 1793, quase um século depois do achado da imagem no igarapé Murutucu.
Em Belém, o cortejo reúne milhões de fiéis todos os anos, no segundo domingo de outubro. A devoção se espalhou por dezenas de cidades e ganhou celebrações próprias em cada região.
Santuário do Cohatrac e a devoção em São Luís
Em São Luís, o Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, no Cohatrac, comanda a festa. A paróquia promove missas, novenas e procissões ao longo de todo o mês de outubro.
A Romaria Marítima nasceu como uma extensão dessa programação. Em dois anos, virou um dos momentos mais aguardados pelos devotos da capital.
O Círio de Nazaré em Belém é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Iphan. A festa também recebeu título de patrimônio da humanidade pela Unesco, em 2013.
Essa força da devoção explica a adesão dos maranhenses à romaria nas águas. A cada outubro, milhares de fiéis se organizam para participar das procissões em São Luís.
A edição deste ano confirmou o crescimento do evento. Além disso, mostrou que a Baía de São Marcos virou palco permanente de uma das festas mais tradicionais da capital.
Com informações de O Imparcial.
O Ludovico



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