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Vídeo mostra lojas sendo saqueadas e vitrines destruídas em Milão durante onda de prostestos na Itália

Vídeo mostra lojas sendo saqueadas e vitrines destruídas em Milão durante onda de prostestos na Itália

Vídeo mostra lojas sendo saqueadas e vitrines destruídas em Milão durante onda de prostestos na Itália

Protestos contra o aumento do custo de vida e a precariedade dos serviços públicos terminaram em saques, incêndios e confrontos com a polícia em cidades da Itália e da França no fim de semana. Em Milão, grupos de jovens encapuzados quebraram vitrines, invadiram lojas e supermercados e levaram mercadorias. As forças de segurança usaram gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar os manifestantes. Diante da repetição dos episódios, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, convocou uma reunião sobre segurança pública para esta segunda-feira.

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Na capital financeira da Itália, os ataques a estabelecimentos comerciais se concentraram no centro, nas proximidades da Piazza del Duomo e em ruas de intenso movimento. Segundo a agência italiana Ansa, grupos de jovens voltaram a se reunir no domingo, dia 18, um dia depois de confrontos durante uma manifestação contra o custo de vida. Vitrines foram quebradas, lojas e supermercados foram saqueados e áreas externas de bares e restaurantes acabaram danificadas.

Entre os estabelecimentos atingidos estavam lojas das marcas Levi’s e Under Armour, na via Orefici, perto da região de Cordusio. Segundo a Ansa, os invasores usaram o guidão de um patinete para quebrar uma vitrine e, depois de entrar no estabelecimento, retiraram mercadorias e jogaram cabides na rua. Na via Torino, grupos também atacaram lojas com cadeiras e mesas retiradas de áreas externas de restaurantes.

A polícia mobilizou agentes com equipamentos antimotim e respondeu ao lançamento de pedras, garrafas e bombas de efeito moral com gás lacrimogêneo e jatos de água. Turistas e clientes que estavam na região precisaram deixar áreas próximas aos confrontos. Alguns bares da Galleria Vittorio Emanuele II fecharam as portas e retiraram mesas, divisórias e outros móveis das áreas externas para evitar novos danos.

De acordo com a Ansa, mais de 200 pessoas foram levadas à delegacia para identificação e averiguação ao longo do domingo. Cerca de 80% eram menores de idade. Os episódios também provocaram danos em outras áreas do centro de Milão.

Protestos começaram de forma pacífica

Os ataques ocorreram à margem de manifestações motivadas pela insatisfação com o aumento do custo de vida e a qualidade dos serviços públicos. Segundo a Associated Press, o protesto de sábado, dia 17, também tinha como pauta a oposição às guerras. A manifestação começou pacificamente, mas grupos de participantes passaram a entrar em confronto com policiais, lançar pedras e outros objetos e incendiar estruturas improvisadas com móveis retirados de bares.

A violência levou à evacuação de áreas movimentadas do centro, incluindo a Piazza del Duomo e uma galeria comercial de luxo. Ao menos dois policiais ficaram feridos, e cerca de 50 manifestantes foram detidos durante os episódios de sábado, segundo a agência americana.

Os confrontos não ficaram restritos a Milão. No mesmo dia, manifestações e episódios de violência foram registrados em cidades como Turim, Bolonha, Bréscia e Bérgamo. A Confcommercio, associação italiana do setor comercial, estimou em mais de € 500 mil os prejuízos provocados pelos ataques em diferentes cidades, segundo a Ansa.

O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, condenou a destruição de estabelecimentos e espaços públicos, embora tenha reconhecido a legitimidade das reivindicações dos manifestantes. A primeira-ministra Giorgia Meloni também criticou os atos violentos e afirmou que o governo pretende avaliar medidas adicionais contra pessoas que se aproveitam de manifestações para promover ataques e depredações.

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