Em números, 59% dos brasileiros são de direita, 34%, de esquerda. O centro existe. Até poderia ter seu corpo esticado para alcançar uns 7% — mas é um arredondamento ousado de quase seis pontos decimais. Muito para o tamanho que tem. Segundo o que coletamos na Pesquisa Meio/Ideia, o centro brasileiro reúne 6,45% do total da sociedade. Somos um povo que olha mais para dentro do que para fora — 60% de nacionalistas, 40% de cosmopolitas. Mas não somos radicais. Os radicais entre nós mal passam dos 10%. No todo, 89% se distribuem por ideologias moderadas.
A decisão de realizar uma pesquisa de opinião mensal, em parceria com o Instituto Ideia, veio com uma segunda ambição talvez tão importante quanto a de acompanhar a corrida eleitoral. Contribuir para o debate sobre a democracia brasileira trazendo informação nova. E o caminho por seguir nos pareceu claro desde o início: entender como o brasileiro se distribui ideologicamente. Como o brasileiro pensa o Brasil.
Ao longo da carreira, o cientista político Christian Lynch, colunista cá do Meio, desenvolveu um mapa para isso. Analisando livros, artigos, discursos, panfletos, debates em plenário e o que fosse de políticos, intelectuais e jornalistas desde princípios do século 19, ele esquadrinhou quais são os sistemas de crença da política nacional. O que Frei Caneca pensou, Rui Barbosa sugeriu e Fernando Henrique propôs no governo, com um século de diferença entre um, o outro e o terceiro, tem a clara genealogia de um mesmo ideário. Uma mesma ideia de Brasil. Como há uma linha nítida entre Getúlio Vargas, Leonel Brizola e Ciro Gomes. No mapa de Christian, são dez as ideologias brasileiras — seis que operam dentro do sistema democrático, quatro que jogam por fora.
O que não tínhamos como saber é se mapear na sociedade a distribuição destas ideologias seria útil. Se ajudaria a compreender melhor a política do país, o comportamento do eleitor, ou mesmo a crise da democracia. Afinal, o modelo de Christian é baseado na produção de quem pensa profissionalmente sobre política. Estas são pessoas que vivem política 24 horas do dia. Chegam a seus valores por leituras densas, por conversas entre quem disputa eleições ou mesmo se organiza para entender como governar.
É claro que estas ideias chegam à sociedade. Sempre chegaram. Elas formam o debate público e, portanto, são as escolhas à disposição de quem vota. As ideias podem vir de quem pensa política profissionalmente, mas se espalham na forma de valores quando as crianças ouvem dos pais sobre a vida. Nós as adotamos ao conversar com aqueles professores que por alguma razão nos impressionam em momentos chaves. Um chefe, um tutor, um amigo. As ideias circulam e chegam a todos. Mas com que profundidade? Com que precisão? De novo: mapear as ideologias na sociedade ajuda a entender o país, o comportamento do eleitor e a crise que vivemos? Os resultados demonstram que a resposta é sim para todas estas perguntas.
As ideologias e o método
Para esquematizar as ideologias, Christian Lynch trabalha com três eixos. São eles que abrem este artigo. O primeiro são esquerda, centro e direita. A esquerda entende que a sociedade é uma construção histórica, humana, e que sua marca é dominação e injustiça. O governo deve lutar para reverter esta injustiça. A direita vê algo muito distinto. A estrutura da sociedade não foi criada deliberadamente por nós. Alguns até compreendem que pode ser fruto do encontro entre história e cultura, mas a esta altura se tornou uma tradição ancestral que encontrou equilíbrio. Outros na direita acreditam que é fruto do desejo de Deus. Terceiros consideram que a sociedade se organiza pelas ações coletivas de um mercado comum. É econômica. Seja qual for a origem da organização social, a direita tem convicção de que ela é extra-humana. A alguém que pretende governar, não cabe intervir no jeito que a sociedade funciona. Vai bagunçar. É preciso proteger, restaurar ou administrar para garantir a manutenção da ordem. O centro não é amorfo, o que tem é uma terceira visão. Para o centrista, não há nem uma ordem perfeita por preservar, tampouco uma justiça plena possível de se alcançar. Para o centro, o que há na sociedade é o conflito. Um conflito natural e inevitável quando muitas pessoas convivem e discordam. É preciso, portanto, haver método para gerir o conflito. O método está em instituições estáveis, nascidas de um acordo, e que por isso terão legitimidade para corrigir injustiças. O centro nunca é majoritário, mas é o pêndulo que equilibra a democracia.
O segundo eixo no qual Christian se baseia é o que põe em oposição nacionalismo e cosmopolitismo. O nacionalista compreende que o país vem antes do mundo na escala de prioridades. Temos uma história própria, nossos problemas são particulares, temos interesses. E, no caso específico do Brasil, no jogo internacional lidamos com cartas e regras que os outros criaram. Então proteger é preciso. O Brasil deve se medir por sua própria régua. Deve se afirmar. O cosmopolita parte do princípio oposto — o Brasil deve se adequar. Há valores, direitos e ideias que são comuns a toda humanidade. É em nossa humanidade que nos encontramos. A nação é o meio pelo qual nos organizamos, mas o país deve lembrar que faz parte de um só mundo e, assim, perceber que há exemplos lá fora de países que se arrumaram melhor. Devem ser seguidos. O mundo, o conjunto da humanidade, oferece a melhor régua para nos medirmos.
Por fim, o eixo da moderação e radicalismo. Na sua base, é o mais simples de compreender. É se você acredita que política resolve conflito. Ou não. O moderado acredita que conflito de ideias, na sociedade, é inevitável. Democracia é o jeito de administrá-lo com a consciência de que, além de inevitável, o conflito é permanente e, principalmente, legítimo. O radical simplesmente não pensa assim. O conflito de ideias, para ele, é uma patologia. Existe uma ordem verdadeira, e apenas uma. Ela precisa ser restaurada. Ou criada.
Só que, aí, há uma sutileza. Das seis ideologias brasileiras que são moderadas, ou seja, perfeitamente capazes de operar dentro da democracia, metade é igualmente capaz de escorregar para o outro lado. Oscilam. Quando o conflito é de baixa intensidade, o jogo democrático vale. Quando ele aumenta o volume, nestas três ideologias a tentação do autoritarismo aparece. Esta é uma informação chave.
Incluímos na pesquisa Meio/Ideia um conjunto de 18 perguntas com quatro ou cinco respostas de múltipla escolha sobre acontecimentos ou debates presentes na conversa brasileira de 2013 para cá. No conjunto, elas pretendiam medir a posição de cada pessoa nestes três eixos. A fórmula de cálculo das respostas foi criada com a ajuda de dois modelos de inteligência artificial generativa — o GPT, da OpenAI, e o Gemini, do Google.
O resultado da distribuição das ideologias é um retrato diferente, porém em alguns pontos comparável com dois outros estudos recentes. O da ONG More in Common, que se dedica a compreender este momento de polarização política, sob responsabilidade do professor Pablo Ortellado. E o Brasil no Espelho, trabalho da Quaest Pesquisa e Consultoria, coordenado pelo também professor Felipe Nunes, e encomendado pelo Grupo Globo.
No caso deste Mapa das Ideologias Brasileiras, somos três os responsáveis. Além de mim e do Christian, também o economista Maurício Moura, fundador do Instituto Ideia. Aqueles dois trabalhos são fundamentais para compreendermos o momento do Brasil. Este terceiro traz informação nova que os complementa. É mais uma peça para o quebra-cabeças.
As nove ideologias brasileiras
Na história do pensamento político brasileiro, Christian Lynch encontrou dez formas de ver e pensar o Brasil. Na sociedade brasileira, em janeiro de 2026, entrevistamos duas mil pessoas. É uma amostra estatística mais do que suficiente para permitir cortes específicos e enxergar com detalhe cada uma das cinco regiões do país. E não encontramos um só que respondesse como um “comunista cosmopolita”. Ser da organização estudantil Libelu teve lá seu charme no final dos anos 1970, mas parece que o trotskismo desapareceu. Certamente existem alguns perdidos por aí, mas no total esse número bate no limite que tende a zero. Todas as outras nove estão presentes. Da maior para a menor:
Se uma ideologia é a cara do Brasil é esta. À direita, rigidamente moderada, com uma queda para o nacionalismo. Representa um quinto dos brasileiros. Na distribuição demográfica, parece o Brasil no censo do IBGE: 52% mulheres, 48% homens; 47% pardos, 42% brancos; 40% com ensino fundamental completo, 36% com ensino médio. É a maior ideologia do Sudeste, do Sul, do Centro-Oeste. Muito concentrada na Classe C. O Conservador societário entende que a ordem social vem de uma tradição que vale ser preservada, põe sua família em primeiro lugar. José de Alencar é sua cara no século 19, Gilberto Freyre no 20. Luiz Felipe Pondé talvez seja a principal referência intelectual hoje em dia. Tem imenso apreço por sua comunidade e se encanta com o Brasil, com seus símbolos. Principalmente, é avesso a qualquer forma de ruptura. Quer estabilidade, conversa, calma. É de direita porque seus valores são de direita. Ainda assim, é perfeitamente capaz de votar na esquerda. O maior bloco dos indecisos, nesta eleição, é justamente deste grupo.
De esquerda, certamente nacionalista — quase sempre moderado. Mas nem sempre. Este é o segundo maior grupo ideológico do país, representado por 18% da população, metade destes ganha entre um e três salários-mínimos. Metade tem ensino médio. Muito feminino: 63% são mulheres. A maior no Nordeste, a segunda no Sudeste. É, na nossa história, uma ideologia que nasce no Tenentismo e que se consolida no governo constitucional de Getúlio Vargas, a partir de 1950. Seu pensamento fundador é também muito estatista, pois considera que o papel fundamental do Estado é o de resolver em nome do povo o problema da justiça social e combater uma elite que saqueia o país. O desenvolvimento da economia, para eles, parte igualmente do Estado. Porque é populista, quando encontra resistência demais daqueles que considera serem as elites, não é avesso a uma ruptura democrática.
De direita, muito nacionalista, também nem sempre moderado. Mas em geral é. E representado por 17% da população. Quase meio a meio entre homens e mulheres, um tico mais masculino. Está presente em todas as faixas de renda, mas curiosamente é uma das ideologias dominantes daqueles que ganham cinco ou mais salários. Neles, 43% têm ensino médio, 33% fundamental. Maior ideologia do Norte, segunda maior força do Sul. Com muita frequência, pensamos em direita e esquerda como antagônicas, mas o Conservadorismo estatista é quase um espelho, à direita, do Socialismo nacionalista. Getúlio, aliás, migrou de um para o outro. Se entendem, estes dois grupos. Na economia, são irmãos siameses. Na política é que não tanto. Esta ideologia é particularmente preocupada com ordem, disciplina, coesão nacional. Autoridade. Polícia para controlar bagunça. E, se a bagunça estiver demais, acredita que, no limite, soluções de força são necessárias. É uma ideologia na qual democratas, como Juscelino Kubitschek, são capazes de se encontrar com ditadores, como Ernesto Geisel.
De esquerda, evidentemente, moderada e sempre moderada. Opera solidamente dentro da democracia. Das quatro grandes ideologias brasileiras, é a única cosmopolita. Afinal, é a esquerda que nasce dos valores liberais. Encosta em 15% da população, 60% de seus integrantes são mulheres. Quase 60% recebem de um a três salários, 50% de pardos. Um quarto tem ensino superior, o que é raro. Não é uma ideologia dominante em nenhuma região particular, embora seja a segunda força do Nordeste e forte nas grandes capitais. Suas referências intelectuais são nomes como Antonio Cândido e Florestan Fernandes. Acredita na força da sociedade civil organizada — sindicatos, movimentos sociais. Em oposição aos trabalhistas, é neste grupo que está o PT da origem e o PSOL de hoje. É humanista. E, neste momento da história, identitário.
À direita, cosmopolitas, em geral moderados. Até o momento em que não — os chilenos sob Augusto Pinochet que o digam. Representam a maior das ideologias menores — 11% do total, 64% homens, concentrados numa faixa de renda mais alta. Só são relevantes numericamente na região Centro-Oeste, em que representam a segunda força. 40% têm ensino médio, 36% fundamental. Tiveram representantes na Primeira República, como o presidente Campos Sales. Roberto Campos é um nome de proa; no Brasil de hoje, está em Paulo Guedes, no Partido Novo e, na origem, no MBL. Vê o Estado como um atraso, o nacionalismo como um atraso. No centro de sua visão de mundo está a liberdade econômica. A direita que considera que a ordem social é dada pelo mercado é esta. Se a democracia emperrar demais e um regime autoritário for necessário para garantir que a economia corra livre nas trocas por indivíduos e grandes empresas, estão dispostos a topar.
De direita, cosmopolita e radical. A maior dentre as ideologias que não toleram a democracia jamais. Cosmopolitas, afinal, porque Deus não vê fronteiras. Mas são apenas 6,6% do todo. Quase 60% masculina, 55% ganham entre um e três salários. Uma concentração de pretos bem maior do que a média nacional, 17% do conjunto. É onde se encontra a mais baixa escolaridade. Foi principalmente católico no tempo do Império e boa parte da República, com nomes tipo Jackson de Figueiredo ou representado pela TFP. Hoje é mais evangélico. O mundo de Silas Malafaia. Seus maiores inimigos são o laicismo, o comunismo e o liberalismo. A missão do Estado é defender a fé cristã.
A única ideologia centrista, mas também a mais antiga do debate político brasileiro. Centrista, cosmopolita, moderada. Nasce com Tomás Antonio Gonzaga e os inconfidentes fascinados com os escritos iluministas e a revolução americana. Estava no Frei Caneca antes da independência, no movimento abolicionista durante o Império, Joaquim Nabuco. Rui, sua campanha civilista, e o Real de FHC. Ainda assim, no total, 6,45% de nós. Quase 30% têm ensino superior — nenhuma outra ideologia tem uma participação tão alta. É a elite intelectual. Porque educação e cor da pele têm relação direta no Brasil, quase 60% são brancos. Suas crenças são as da democracia: liberdade civil, pluralismo de ideias, direitos humanos. Representam uma visão pragmática do idealismo, a institucionalidade.
Direita, nacionalista, radical. Representa uma de duas ideologias nanicas — 2,8% da sociedade. Plínio Salgado é seu fundador, no Brasil, com a Ação Integralista. O maior grupo por renda está entre os brasileiros que recebem até um salário — 34%. Não são dominantes em nenhuma região, com estes números seria impossível. Estão hiperconcentrados no Nordeste, 41% deles. A escolaridade é baixa de forma geral. No Brasil, o Fascismo é a versão nacionalista do reacionarismo religioso. É por isso que encontra no slogan “Deus, Pátria e Família” sua síntese perfeita. Seus inimigos são os comunistas, os cosmopolitas e os liberais.
De esquerda, nacionalista e radical. Aliás, a versão radicalizada do socialismo nacionalista. É um tico, só, da população. Mas existe: 0,7%. Quase 1%. Mais feminino, bastante pobre: 72% recebem menos de um salário, e 60% são brancos. Não custa lembrar que a amostra é tão pequena que estes números grandes certamente trazem distorções. Este conjunto de ideias nasce no Tenentismo, tem em Luiz Carlos Prestes seu fundador, em João Amazonas um pensador. Está em muitos youtubers de esquerda, como Jones Manoel. O imperialismo como inimigo é o centro de sua visão, tem um discurso de libertação nacional, é capaz de alianças táticas com a burguesia local para industrializar o país. Não leva a democracia (burguesa) a sério.
O que isso diz sobre o Brasil de hoje?
Das nove maneiras de pensar o Brasil representadas na sociedade, três são radicalmente contra qualquer forma de ruptura com a democracia. Neste conjunto entram a maior delas, o Conservadorismo societário (20%), o Socialismo cosmopolita (14,5%) e o Liberalismo democrático (6,4%). Três topam ruptura em momentos nos quais o debate está muito quente e a percepção é de que a política não levará a acordos tão cedo. São o Socialismo nacionalista (18,3%), o Conservadorismo estatista (17%) e o Libertarianismo econômico (11,3%). Uma é de esquerda, as outras duas de direita. Ou seja, ruptura não vem com as três juntas. As três últimas são radicais e não aceitam a democracia. O Reacionarismo religioso (6,6%), o Fascismo (2,8%) e o Comunismo nacionalista (0,7%).
Para organizar a conta: temos 9,4% de antidemocráticos na direita que podem se somar aos 28,4% que topam, em certos casos, uma ruptura. Por outro lado, os antidemocráticos de esquerda somam 0,7%. Que podem se juntar aos 18,3% com saudades da ditadura Vargas.
É muito importante ir com cautela nessa conta, não levar os números a ferro e fogo. Nem todo mundo que segue uma ideologia que demonstrou vontade de romper, no passado, romperia hoje. Mas claramente existe na direita uma quantidade grande o suficiente de pessoas que poderiam conviver com uma ditadura em nome da ordem.
Nós usamos a distribuição dos votos declarados espontaneamente para alguém da família Bolsonaro por um lado, e os declarados para Lula do outro para compreender como se organizam as bases sólidas de ambos os grupos.
Lula reúne uma coalizão ampla na qual metade são Socialistas nacionalistas e cosmopolitas, mas que junta ainda Conservadores societários (que desejam estabilidade) e estatistas (os que buscam ordem e desenvolvimento). O fato de que quase 12% da base do presidente vêm destes Conservadores estatistas mostra que nem todo mundo no grupo está apostando numa ditadura de direita.
Bolsonaro, por outro lado, tem metade de sua base entre Conservadores estatistas e Libertários econômicos. A sua é uma coalizão muito mais homogênea ideologicamente — apenas 15% de seus eleitores vêm de ideologias à esquerda, contra 45% da base sólida de Lula que são de direita. Esta aparente incoerência na base eleitoral do petista já havia sido percebida no estudo da More in Common, que detectou uma força conservadora muito presente. Nas pesquisas da Quaest, isso também se mostra.
De qualquer forma, a base bolsonarista não é fascista. Tampouco é necessariamente antidemocrática, embora possa se tornar. Além disso, há nela uma tensão não declarada e que não se resolve. Se 30% são Conservadores estatistas, e querem ordem, polícia e um Estado desenvolvimentista, outros 20% são Libertários econômicos, que gostariam de usar a força do Estado para tirar o próprio Estado da economia. Juntos, poderiam até topar uma ruptura. Mas atender a um grupo é negar o clamor do outro. Alguém se frustraria. Muito.
Talvez o maior sinal da fragilidade da democracia brasileira não seja esse. É a compressão do centro Liberal democrata. Se aqueles que têm por ideologia a própria Democracia são tão poucos, haverá no debate público muita gente defendendo pautas de esquerda ou direita e poucos preocupados apenas, tão somente, com a coesão do próprio regime democrático. É exatamente o que estamos assistindo.
Entender o que são as ideologias brasileiras e como elas se distribuem na sociedade ajuda a enxergar, com uma clareza ímpar, o Brasil de hoje. É o retrato perfeito.
