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Alerj aprova regulação para eólicas offshore no Rio de Janeiro

Alerj aprova regulação para eólicas offshore no Rio de Janeiro

Alerj aprova regulação para eólicas offshore no Rio de Janeiro

BELO HORIZONTE — A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, na quarta-feira (10/12), o projeto de lei 4255/2024, que cria uma regulação própria para o estado do Rio de Janeiro explorar energia eólica offshore, a Política Estadual de Apoio à Transição Energética Offshore e ao Ordenamento Territorial Marinho

O texto segue para sanção do governador, Cláudio Castro (PL).

A matéria foi apresentada pela deputada Tia Ju (Republicanos), e tem coautoria de Carlos Minc (PSB), Samuel Malafaia (PL), Fred Pacheco (PMN), Renan Jordy (PL), Dionisio Lins (PP), Luiz Paulo (PSD) e Célia Jordão (PL).

O texto inclui o apoio a iniciativas de capacitação, pesquisa e inovação tecnológica para o setor de energia renovável, principalmente nas regiões potencialmente impactadas por empreendimentos offshore. Além disso, estabelece o apoio à União no processo de licenciamento e fiscalização ambiental.

O estado poderá, ainda, criar programas de fomento para qualificação de trabalhadores e incluir pequenos e médios negócios locais na cadeia produtiva da energia offshore.

“Este projeto nos permite organizar o território marinho, qualificar dados, fortalecer a participação social e oferecer segurança jurídica para os investimentos que estão chegando. É uma legislação que olha para o futuro, mas com absoluto respeito ao pacto federativo”, afirmou Tia Ju, em nota.

O PL foi apresentado em outubro do ano passado, quando o marco legal das eólicas offshore ainda não tinha sido aprovado pelo Congresso. Na época, a deputada disse que a função da proposta era “preencher essa lacuna legislativa”

O estado tem mais de 38 GW em projetos com pedidos de licenciamento no Ibama e um quarto desses empreendimentos disputa área.

O PL 4255/2024 determina que a competência para contratação das áreas fica com a Secretaria de Energia e Economia do Mar do Rio.

Entretanto, a Constituição Federal define que “compete privativamente” à União legislar sobre “águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão”.

A contratação de áreas marítimas para exploração de atividades econômicas também é de competência da União, através da Secretaria do Patrimônio da União, vinculada ao Ministério de Gestão e Inovação.

O governo é criticado por investidores pela demora na regulamentação da lei, sancionada em janeiro de 2025.

Fontes relataram à agência eixos que fica uma percepção de que o Brasil segue perdendo oportunidades para outros países, em especial no momento em que investimentos fogem dos Estados Unidos, devido às políticas “anti-eólicas” do governo Donald Trump.



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