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Alex chama resultados de “horrorosos” e explica demissão no Operário

by admin

O técnico Alex de Souza lamentou a demissão do Operário após somente 15 dias de temporada e quatro jogos disputados no Campeonato Paranaense. No total, o treinador comandou o Fantasma em 30 partidas, com oito vitórias, 11 empates e 11 derrotas, aproveitamento de 38,8%. Neste ano, porém, ele perdeu três dos quatro jogos e deixou o atual campeão na lanterna do Estadual.

Em entrevista ao UmDois Esportes, Alex não se surpreendeu com a saída pela falta de vitórias do Operário no começo do Campeonato Paranaense.

“Me frustra a demissão, mas não me surpreende. O futebol é feito de resultados, e os resultados foram horrorosos. Mesmo com pouco tempo, a gente esperava ter pouco mais de pontos. É normal dentro da cultura do futebol brasileiro. O Operário tem um Grupo Gestor tocado pelo Álvaro [Góes, presidente] e o Júnior [Bueno, diretor de futebol], que entregaram na mão do Batata o dia a dia. O Bruno Batata [executivo de futebol] sabia tudo que a gente estava fazendo e acompanhava 24 horas por dia. Mas precisa fazer com que os resultados apareçam. Na nossa cultura, se baseia na troca de treinador”, destaca Alex.

O agora ex-treinador do Fantasma acredita que o elenco elevaria o nível com ele durante a temporada e confia na melhora também com um novo comandante. A diretoria do Operário agiu rapidamente no mercado e contratou Luizinho Lopes, ex-Vila Nova, Brusque e Paysandu, e com larga na experiência na Série B.

“O time subiria de nível com certeza e vai subir de nível com o Luizinho. Ele vai encontrar um grupo muito sério, trabalhador e que respeita a camisa do Operário, além do munícipio de Ponta Grossa e os torcedores. O Luizinho, com as ideias dele, e o trabalho dos jogadores e do clube, a tendência é de evolução”, afirma Alex.

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Montagem do UmDois Esportes com fotos de Gazeta Press

O Operário reformulou o elenco para a disputa do Campeonato Paranaense e apostou, principalmente, em jogadores estrangeiros. No entanto, Alex se despediu sem a possibilidade de contar com todos. O atacante Edwin Torres, que seria a esperança de gol, precisou cumprir três jogos de suspensão e ainda não estreou, enquanto o lateral-direito Mikael Doka também ficou de fora das primeiras rodadas do Estadual.

“Parece louco, mas estamos falando de 12 dias, não de um ano. Iniciamos dia 15 de dezembro com parte do grupo, os jogadores foram chegando ao longo do período e têm jogadores que nem estrearam, por exemplo o Doka [lateral-direita] e o Edwin [Torres, atacante]. Pelo que eu estava lendo, provavelmente façam a estreia diante do Cascavel”, diz o treinador.

“Infelizmente, os resultados condicionam a sequência. Eu acredito bastante no time que o Operário montou, vive um período horroroso e muito abaixo do que qualquer pessoa que nos acompanha esperava. Eu acredito que vão conseguir a reversão já contra o Cascavel e depois com o Foz”, complemanta Alex.

Alex ainda ressaltou a dificuldade do Operário em contratar jogadores. “Não falo muito sobre a qualidade de jogadores, mas da dificuldade em contratar mesmo. Podemos pegar um jogador qualquer, vamos contratar o João, mas tem outras oportunidades em outros times da própria Série B. Tem que ter poder de convencimento bem grande para que o jogador venha para o Operário”, fala.

Assista à entrevista com o técnico Alex de Souza

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