Aos 29 anos, sobrinho idêntico a tio famoso impressiona em filme de 155 milhões de dólares
A divulgação do novo teaser da cinebiografia Michael surpreendeu o mundo do entretenimento mais uma vez. O destaque não está apenas no retorno de Michael Jackson (1958-2009) às telas, mas sim em quem interpretará o Rei do Pop: Jaafar Jackson (29), sobrinho do cantor, que tem impressionado tanto o público quanto a indústria por sua incrível semelhança física, vocal e gestual com o tio. Este projeto, avaliado em US$ 155 milhões, é uma das grandes apostas de Hollywood para 2026.
Filho de Jermaine Jackson (71) — membro fundador do Jackson 5 e irmão mais velho de Michael —, Jaafar carrega em seu DNA a herança musical. Cantor, dançarino e compositor, ele faz sua estreia no cinema interpretando um dos papéis mais desafiadores da história recente: o de um artista que moldou a cultura pop mundial. Desde a primeira exibição de imagens na CinemaCon, em 2024, executivos e jornalistas ressaltaram que a semelhança vai além da maquiagem e do figurino. Sua voz, risada, postura de palco e movimentos lembram de forma quase perturbadora o cantor de Thriller.
O impacto do teaser nas redes sociais foi imediato. Comentários como “Jaafar é o Michael” e “parece um vídeo de arquivo” se multiplicaram, enquanto fãs examinavam minuciosamente cada detalhe da performance. A caracterização intensificou ainda mais a comparação, e a reação positiva reforçou a principal aposta do estúdio: transformar a escolha do sobrinho em um trunfo narrativo e emocional do filme.
Olhar detalhado e alto investimento
Dirigido por Antoine Fuqua (Dia de Treinamento, O Protetor) e produzido por Graham King (64) — o mesmo de Bohemian Rhapsody —, Michael promete oferecer uma visão íntima e abrangente da trajetória do astro. A narrativa abrange desde a infância prodigiosa no Jackson 5 até o auge da fama mundial, passando por performances icônicas e momentos fora dos holofotes. O projeto conta com a colaboração direta do patrimônio de Michael Jackson, o que possibilitou o acesso a cerca de 30 músicas do catálogo do artista.
O elenco reforça a ambição da produção. Colman Domingo (56) e Nia Long (55) interpretam Joe e Katherine Jackson, enquanto Miles Teller (38) assume o papel do advogado John Branca. Já Larenz Tate (50) representa Berry Gordy, fundador da Motown, e outros nomes como Laura Harrier (35) e Kat Graham (36) completam o elenco. As cenas musicais foram gravadas como grandes concertos, com plateias, efeitos de iluminação e uma escala de produção grandiosa.
O alto investimento chama a atenção, mesmo para os padrões de Hollywood, mas o estúdio está confiante no retorno. A distribuição nos Estados Unidos está a cargo da Lionsgate, enquanto a Universal cuidará do mercado internacional. Internamente, os executivos estão otimistas de que o filme possa ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão em bilheteria mundial, impulsionado pela popularidade de Michael Jackson entre diferentes gerações e pela curiosidade em torno da atuação de Jaafar.
Espírito de Michael Jackson
Embora as filmagens principais tenham sido concluídas em 2024, ajustes no roteiro e filmagens adicionais prorrogaram o cronograma. Em um determinado momento, o corte preliminar do filme chegou a quase quatro horas, levantando a possibilidade de dividir o projeto em dois filmes — ideia que foi posteriormente descartada. A versão final deve ter aproximadamente três horas e meia, abrangendo toda a trajetória do artista em um único longa-metragem.
A escolha de Jaafar Jackson foi aprovada pela família. Katherine Jackson (95), mãe de Michael, afirmou que o neto “incorpora” o espírito do filho. Por sua vez, Jaafar expressou sentir-se “honrado e humilde” por interpretar o papel, reconhecendo a responsabilidade de representar não apenas um parente, mas um ícone global.
Com a estreia prevista para abril de 2026 no Brasil e nos Estados Unidos, Michael se destaca como um dos principais eventos cinematográficos do ano. Além de ser uma cinebiografia, o filme aposta no impacto emocional de ver o Rei do Pop renascer na tela por meio de alguém que carrega, tanto no rosto quanto no corpo, ecos quase perfeitos de sua história.


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