Aporte ao Botafogo citado por Textor é considerado empréstimo e com juros muito altos, diz jornal; vendas de jogadores seriam dadas como garantia
O investimento de US$ 50 milhões (equivalente a R$ 264 milhões na cotação atual) mencionado por John Textor como previsto para ingressar nos fundos da SAF do Botafogo em breve está sendo considerado mais como um empréstimo com juros bastante elevados, conforme relatado pelo jornal “O Globo” nesta segunda-feira (26/1).
Segundo o artigo, o aporte inicial seria de US$ 20 milhões (R$ 105,6 milhões), seguido por mais US$ 30 milhões (R$ 158,4 milhões) nas semanas subsequentes. Contudo, os juros poderiam fazer com que esse montante de US$ 50 milhões dobrasse em cerca de apenas quatro meses.
Além disso, de acordo com a mesma fonte, embora John Textor tenha mencionado que esse capital poderia atrair novos investidores – antigos parceiros dele na FuboTV – para se tornarem acionistas da SAF, renunciando a parte dos 90% que ele detém, o contrato prevê que as vendas de jogadores seriam utilizadas como garantia de pagamento.
“Existem membros da SAF que veem isso como algo comum, considerando que a negociação de jogadores já faz parte do DNA do projeto liderado por Textor. Ademais, argumenta-se que a escolha dos jogadores a serem vendidos partiria do departamento de futebol alvinegro, como é comum. Por outro lado, há quem enxergue esse caminho como uma divergência em relação à austeridade que a SAF tem buscado recentemente,” destaca o artigo.
O texto do jornal “O Globo” conclui afirmando que, devido a todas essas incertezas, esse aporte – ou empréstimo, que seria utilizado, entre outras coisas, para saldar o transfer ban – pode não mais se concretizar.


