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Após Venezuela, base de Trump mira novo alvo: Groenlândia

by admin

A ofensiva de Donald Trump sobre a Venezuela abriu uma pergunta incômoda pelo mundo: quem será o próximo? Neste final de semana, a Casa Branca sugeriu que não desistiu de uma anexação da Groenlândia, gerando uma reação enérgica por parte dos europeus e uma resposta de um governo dinamarquês visivelmente irritado.

No domingo, Trump foi questionado em uma entrevista se continuava a ter interesse pela região no Ártico, algo que ele citou no começo de seu governo. Sua resposta foi clara: “precisamos da Groenlândia, absolutamente”.

Ainda em dezembro, ele havia nomeado um enviado para Groenlândia, numa insinuação de que haveria uma ofensiva e pressão sobre o território. Ao receber o cargo, Jeff Landry, governador da Louisiana, afirmou que era “uma honra servir nesta posição voluntária para tornar a Groenlândia parte dos EUA”.

O fim de semana ainda foi marcado por uma forte movimentação da base mais radical de Trump, insistindo que a região dominada pela Dinamarca fosse o próximo alvo dos EUA, depois da Venezuela.

A podcaster Katie Miller – esposa de Stephen Miller, um dos principais assessores de Trump, postou no X um mapa da Groenlândia com as cores da bandeira americana e a legenda: “EM BREVE”.

No final do domingo, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, pediu que Trump parasse de fazer as ameaças. “Não faz absolutamente nenhum sentido falar sobre a necessidade dos EUA de anexar a Groenlândia. Os EUA não têm o direito de anexar nenhum dos três países do reino dinamarquês”, disse.

A reação também veio do primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen. “As relações entre nações e povos são construídas sobre o respeito mútuo e o direito internacional – não sobre gestos simbólicos que desconsideram nosso status e nossos direitos”, escreveu ele no X.“Não há motivo para pânico nem para preocupação. Nosso país não está à venda e nosso futuro não é decidido por publicações em redes sociais”, completou.

O embaixador dinamarquês nos EUA, Jesper Møller Sørensen, tentou apaziguar a ofensiva, com uma postagem diplomática. “Somos aliados próximos e devemos continuar a trabalhar juntos como tal. A segurança dos EUA também é a segurança da Groenlândia e da Dinamarca”, disse ele. “O Reino da Dinamarca e os Estados Unidos trabalham juntos para garantir a segurança no Ártico”, completou.

Ele ainda disse a Dinamarca aumentou os gastos com defesa em 2025, para um total de US$ 13,7 bilhões. “E sim, esperamos total respeito pela integridade territorial do Reino da Dinamarca”completou.

A avaliação americana é de que a região é alvo de uma disputa entre russos e chineses. O vice-presidente de Trump, JD Vance, visitou o território em março e o próprio chefe da Casa Branca alertou que “não descarta” a via militar para promover a anexação.

UE alerta sobre “integridade territorial”

Enquanto isso, nas capitais europeias, a ofensiva de Trump sobre a Venezuela levou os governos do bloco a emitir um comunicado no qual a UE “recorda que, em todas as circunstâncias, os princípios do direito internacional e da Carta das Nações Unidas devem ser respeitados”.

“Os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas têm uma responsabilidade particular em defender esses princípios, enquanto pilar da arquitetura de segurança internacional”, alertaram.

Segundo o comunicado, a UE tem afirmado repetidamente que Nicolás Maduro não possui a legitimidade de um presidente democraticamente eleito e tem defendido uma transição pacífica para a democracia liderada pelos venezuelanos, respeitando a sua soberania.

O bloco também apontou para a necessidade de um combate ao crime organizado transnacional e ao narcotráfico. Mas alertou que isso não pode ser feito violando outros países.

“Ao mesmo tempo, a UE salienta que estes desafios devem ser enfrentados através de uma cooperação sustentada, em pleno respeito pelo direito internacional e pelos princípios da integridade territorial e da soberania”, completou.

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