Arquimedes Bacelar e a síndrome do poder perdido
Desprezado, negligenciado e politicamente descartado pelo prefeito Pedro Medeiros, o ex-gestor Arquimedes Bacelar tornou-se aquilo que mais temia: uma peça fora do jogo em Afonso Cunha.
Acostumado a dar ordens, receber bajulações e ser tratado como “líder supremo”, Arquimedes não consegue sobreviver sem o poder. Sem cargo, sem controle e sem audiência, resta-lhe apenas a ilusão de grandiosidade. Ele ainda se apresenta como pré-candidato a deputado estadual, porém não consegue persuadir nem o prefeito local a compartilhar o mesmo palanque. É pouco? É humilhante.
O ex-prefeito sofre de uma grave abstinência de poder. Fala muito, gesticula, posa como influente, mas não exerce mais autoridade alguma. O grupo político se desfez, os aliados desapareceram e os aplausos se foram junto com a prefeitura.
Afonso Cunha segue em frente. Arquimedes ficou preso ao passado, revivendo memórias e acreditando ainda impor temor em alguém. Hoje, sua voz ecoa no vazio, sustentada apenas por um ego inflado e uma megalomania que já não convence nem os mais desatentos.
Na política, quem não percebe o fim acaba virando uma caricatura. E Arquimedes Bacelar, que um dia se considerou dono do poder, agora se tornou apenas um ex-gestor — barulhento, ressentido e completamente irrelevante.


