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Barril Brent bate US$ 111,65 com novas ameaças de Trump

Barril Brent bate US$ 111,65 com novas ameaças de Trump

Barril Brent bate US$ 111,65 com novas ameaças de Trump

O presidente dos Estados Unidos ordenou que o Irã permita a passagem pelo estreito de Ormuz e fez uma nova ameaça.

O preço do barril de petróleo do tipo Brent subiu na madrugada desta segunda-feira (6 de abril de 2026) e atingiu US$ 111,65, conforme indicado pelos contratos futuros com vencimento em junho. Nas primeiras horas do dia, a cotação se manteve acima de US$ 110, com um aumento de aproximadamente 1,2%.

Essa alta ocorreu após novas declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, do Partido Republicano, sobre o estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte global de petróleo. Em uma postagem no domingo (5 de abril) na plataforma Truth Social, o republicano exigiu que o Irã abra “o estreito de Ormuz” e insultou os iranianos.

No sábado (4 de abril), Trump deu ao Irã um prazo de 48 horas para permitir a passagem ou ameaçou consequências severas. Posteriormente, estendeu o prazo até a noite de terça-feira (7 de abril).

O estreito de Ormuz é uma das principais rotas energéticas do mundo, por onde passa uma parte significativa do petróleo exportado pelos países do Oriente Médio.

Desde o início do conflito entre os EUA, Israel e o Irã, os iranianos têm restringido quase totalmente a passagem, permitindo apenas a travessia de algumas embarcações. Essa situação impactou a cadeia global de energia, elevando o preço do barril, pressionando a inflação mundial e afetando os mercados internacionais.

O presidente norte-americano tem oscilado entre ameaças e recuos em relação ao Irã, sendo pressionado e pressionando aliados para resolver a crise no estreito.

Em declarações recentes, ele sugeriu que os países afetados pela restrição deveriam buscar outras fontes de petróleo e criticou os membros da Otan, chamando-os de “covardes” por não agirem contra o Irã.

O Reino Unido, aliado de longa data dos EUA, busca uma solução diplomática. Na quinta-feira (2 de abril), reuniu representantes de 40 nações para discutir uma ação coordenada com o objetivo de reabrir o estreito.

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