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Bia: o adeus necessário – TenisBrasil

Bia: o adeus necessário – TenisBrasil

Bia: o adeus necessário – TenisBrasil

Título: Bia: despedida necessária – TenisBrasil

Há algumas semanas, o mundo do tênis foi surpreendido pela separação da parceria entre Beatriz Haddad Maia e Rafael Paciaroni, após seis anos de sucesso indiscutível.

A dupla se formou quando Bia voltou ao circuito após um afastamento de dez meses, com o ranking 439 e muito trabalho pela frente para iniciar uma escalada.

Nesse período, Bia alcançou feitos notáveis, chegando ao Top 10 mundial, à semifinal de Roland Garros e conquistando títulos importantes no circuito da WTA, com performances brilhantes entre 2022 e 2023.

No entanto, como em muitas relações, sejam amorosas ou profissionais, o encanto pareceu se dissipar em algum momento entre 2024 e 2025.

Os dois, que pareciam estar em perfeita sintonia e cumplicidade, enfrentaram derrotas amargas, tentaram ajustes, expandiram a equipe, mas sem sucesso.

Desde o início da Era Aberta do tênis, em 1968, parcerias notáveis têm moldado o modelo moderno do esporte. Um exemplo clássico foi a relação entre Guillermo Vilas e o romeno Ion Țiriac, resultando em quatro títulos de Grand Slam para o argentino.

Atualmente, o circuito opera de maneira diferente, com equipes multidisciplinares compartilhando responsabilidades técnicas, físicas e mentais, refletindo a evolução natural do esporte de alto desempenho.

No entanto, apesar da profissionalização da estrutura e do avanço das ciências esportivas, os pilares mentais como autoconfiança, resiliência, controle emocional e capacidade de competir sob pressão permanecem fundamentais e individuais.

Bia enfrenta agora o desafio de abrir essa caixa novamente, buscando seu caminho na próxima fase da carreira, ainda sem anunciar oficialmente seu novo treinador. Durante um torneio no México, contou com a presença constante e importante de sua mãe.

Em meio à velocidade do tênis moderno e à pressão por resultados imediatos, talvez o que Bia busque neste momento não seja apenas um novo nome na equipe, mas sim um ajuste interno, reorganização e reconexão.

Não se trata apenas da substituição de um treinador, mas sim de redefinir os rumos. A despedida foi necessária. Que venha um novo capítulo.

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