Bitcoin sobe para US$ 66 mil com ETFs, mas analistas veem barreira nos US$ 68 mil | Criptomoedas
O bitcoin (BTC) opera em alta nesta terça-feira (21), dando continuidade à recuperação da semana passada e superando a região de US$ 66 mil. O avanço é sustentado pela melhora dos fluxos para ETFs à vista, mas analistas ainda veem obstáculos para uma retomada mais forte.
Por volta das 09h40, o bitcoin era negociado a US$ 66.573,12, com alta de 3,2% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinGecko. Em reais, o ativo valia R$ 339.767,38, com avanço de 1,88%, de acordo com o CoinTrader Monitor.
Em relatório semanal, a Bitfinex afirma que o bitcoin registrou o terceiro fechamento semanal consecutivo em alta e segue consolidando uma base acima da zona de demanda de US$ 61.360. O próximo teste relevante, segundo a casa, está na faixa dos US$ 68 mil, região que concentra o preço médio de compra de investidores de curto prazo.
Os ETFs de bitcoin à vista nos Estados Unidos também ajudam a sustentar o mercado. Segundo a Bitfinex, os fluxos se estabilizaram após um período de resgates, embora a demanda ainda esteja concentrada no IBIT, da BlackRock, e não distribuída de forma ampla entre os demais fundos.
A Vault Capital também vê melhora no preço, mas pede cautela. Segundo Marco Aurélio de Camargos, CIO da casa, o rompimento acima da faixa entre US$ 65.451 e US$ 65.571 ainda precisa ser confirmado no fechamento semanal. Para a gestora, o bitcoin agora encontra barreiras entre US$ 66 mil e US$ 70 mil. O cenário externo segue como limitador. O petróleo voltou a se aproximar de US$ 90 o barril nesta semana, em meio à guerra entre Estados Unidos e Irã, mantendo no radar o risco de novas pressões inflacionárias.
Entre as principais altcoins, o ethereum (ETH) subia 3,6%, a US$ 1.934,94, acumulando o quarto pregão consecutivo de alta, segundo Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da Bitget na América Latina. O XRP avançava 4%, a US$ 1,14, e, segundo o analista, segue acima do suporte de US$ 1,10. A BNB tinha alta de 1,7%, a US$ 576,87, enquanto a solana (SOL) ganhava 2,6%, negociada a US$ 78,38.


