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Blindagem e plenário trancado: senador cobra explicações de Davi Alcolumbre

Blindagem e plenário trancado: senador cobra explicações de Davi Alcolumbre

Blindagem e plenário trancado: senador cobra explicações de Davi Alcolumbre

O senador Carlos Viana (PSD-MG) elevou o tom das cobranças contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ao afirmar que há uma “blindagem” dentro da Casa e exigir explicações sobre a relação do parlamentar com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em entrevista ao VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, Viana disse ter recorrido ao Supremo Tribunal Federal para tentar fazer o Conselho de Ética do Senado funcionar e criticou o que chamou de paralisação do plenário. “O Senado está acovardado, está calado”, afirmou.

A cobrança ganhou novo peso após VEJA revelar mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro que mostram uma relação de proximidade entre ele e Alcolumbre. Em uma das conversas exibidas no programa, o presidente do Senado agradece ao banqueiro pelo “carinho e amizade fraterna” e afirma: “Sou seu irmão para toda a vida”. Vorcaro responde: “E eu seu a qualquer tempo, para qualquer coisa, nunca vou esquecer”. Ao comentar os diálogos, Viana defendeu que a relação seja investigada, mas ressaltou que não fazia uma condenação antecipada dos envolvidos.

Por que Viana fala em “blindagem” no Senado?

Segundo Viana, o Conselho de Ética do Senado não está funcionando em meio às eleições, o que, em sua avaliação, impede que parlamentares cobrem esclarecimentos dentro da própria Casa. O senador afirmou que pediu a Alcolumbre a retomada das atividades do colegiado, mas não obteve resposta. Depois, recorreu ao STF e apresentou novo pedido para que o órgão seja instalado.

“O que a gente percebe é que há essa blindagem. O Davi Alcolumbre não quer dar respostas, não quer dar explicações e simplesmente mantém a Casa fechada, o plenário trancado”, disse Viana. Segundo o senador, a ministra Cármen Lúcia determinou que o Senado forneça informações sobre o Conselho de Ética. Viana sustenta que o funcionamento do colegiado é necessário para analisar questionamentos envolvendo parlamentares e a atuação da presidência da Casa.

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O senador também relacionou suas críticas às investigações e suspeitas mencionadas durante a entrevista sobre o caso Banco Master. “Hoje nós não temos condição de dar resposta nenhuma à população, porque simplesmente a Casa não funciona”, afirmou.

O que o senador diz sobre as mensagens entre Alcolumbre e Vorcaro?

Marcela Rahal apresentou a Viana as mensagens obtidas com exclusividade por VEJA. Para o senador, os diálogos justificam uma investigação sobre a relação entre Alcolumbre e Vorcaro. “Esses aí são apenas parte do que a gente já conhece. Mostra claramente a ligação de Davi Alcolumbre”, afirmou, antes de fazer a ressalva: “Sem fazer nenhuma pré-condenação, são casos que nós precisamos investigar”.

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Viana também mencionou outras mensagens atribuídas a Vorcaro e defendeu esclarecimentos sobre encontros e festas citados pelo banqueiro. O senador ainda repetiu acusações e suspeitas relacionadas ao caso Master que, segundo ele, precisam ser apuradas. “Tudo isso tem que ser explicado, até para a gente saber quem é culpado e quem é inocente nessa história”, afirmou. Em junho, ao comentar outra reportagem de VEJA relacionada ao caso Master, Alcolumbre negou ter recebido valores de Vorcaro e repudiou as acusações feitas contra ele.

O que Viana pretende fazer no Conselho de Ética?

O senador afirmou que pretende usar o colegiado para cobrar esclarecimentos sobre Alcolumbre e outros parlamentares citados nas suspeitas relacionadas ao caso. Segundo Viana, a falta de funcionamento do Conselho de Ética e a concentração de poder nas presidências das Casas dificultam a abertura de investigações.

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Na entrevista, Viana ampliou a crítica e defendeu mudanças institucionais no Congresso e no Judiciário. Para ele, presidentes da Câmara e do Senado concentram poder excessivo para decidir sobre o andamento de iniciativas parlamentares. “A gente precisa fazer uma reforma do Judiciário, uma reforma do Parlamento, uma reforma política para que essas investigações sejam instaladas e iniciadas, independentemente do desejo ou não dos presidentes das Casas”, afirmou.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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