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Bolsa de Valores tem maior alta anual desde 2016

Bolsa de Valores tem maior alta anual desde 2016

Bolsa de Valores tem maior alta anual desde 2016

Ibovespa fechou 2025 aos 161.125,37 pontos, com alta de 33,95%; o maior patamar foi registrado em 4 de dezembro

O Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), fechou 2025 aos 161.125,37 pontos. Registrou alta de 33,95% neste ano, o maior crescimento anual desde 2016, em termos nominais, quando subiu 38,9%.

O ano começou com o Ibovespa aos 120.283 pontos, após queda de 10,36% em 2024. O maior patamar para o fechamento de 1 único dia deste ano foi registrado em 4 de dezembro, aos 164.455 pontos. No dia seguinte, em 5 de dezembro, registrava 165.023 pontos no intraday –durante o pregão–, mas a Bolsa teve o maior revés diário em 4 anos com o anúncio de que Flávio Bolsonaro (PL) seria pré-candidato às eleições presidenciais. O menor nível do Ibovespa no ano foi em 10 de janeiro, aos 118.856 pontos.

O Ibovespa subiu 1,29% em dezembro. Teve alta de 10,18% no 4º trimestre.

O Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) retomou o ciclo de corte dos juros. O intervalo caiu para 3,50% a 3,75% ao ano. As taxas mais baixas diminuem o rendimento dos títulos públicos norte-americanos e aumentam o apetite a risco dos investidores.

Além disso, a política comercial dos Estados Unidos fez com que os agentes financeiros e os bancos centrais dos países diminuíssem a exposição de suas carteiras ao dólar.

O aumento do endividamento e a paralisia governamental (shutdown) dos Estados Unidos também movimentaram os ativos.

Ao longo do ano, investidores reagiram a mudanças nas expectativas de juros, inflação, política fiscal e ao ambiente externo, num cenário de incertezas recorrentes. O tarifaço implementado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), aumentou a volatilidade.

O BC (Banco Central) elevou a taxa básica, a Selic, para 15% ao ano, em junho, patamar que permanece até hoje. A autoridade monetária defende um aperto monetário prolongado para levar a inflação ao centro da meta, de 3%.

Os investidores também acompanham os dados de atividade econômica. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicou nesta 3ª feira (30.dez) que a taxa de desemprego cedeu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro, o menor patamar da série histórica, iniciada em 2012.

O Banco Central disse que o mercado de trabalho tem demonstrado sinais “incipientes” de desaquecimento. Defende que os “vetores inflacionários” se mantêm adversos e impactam, em particular, a inflação de serviços.

As projeções dos agentes financeiros indicam que o dólar fechará 2026 aos R$ 5,50. As incertezas fiscais estão no radar dos economistas. O Banco Central divulgou nesta 3ª feira (30.dez.2025) que o deficit nominal acumulado em 12 meses do setor público consolidado –formado por união, Estados, municípios e estatais– somou R$ 1,027 trilhão em novembro. A dívida bruta do Brasil subiu para 79% do PIB (Produto Interno Bruto) no mês passado e superou R$ 10 trilhões.

Os agentes financeiros avaliam que haverá um crescimento dos gastos públicos em 2025 por causa das eleições. A expansão fiscal pode impactar no consumo das famílias e, consequentemente, pressionar a inflação dos serviços. O movimento pode retardar o ciclo de corte de juros e aumentar o custo da dívida pública.

No cenário eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera em 1º turno contra todos os outros candidatos da direita testados, incluindo Flávio Bolsonaro, segundo levantamento da Paraná Pesquisas.

O estudo também testou possíveis cenários de 2º turno. O petista aparece empatado com a maioria dos nomes de direita testados. Fica à frente só da senadora Tereza Cristina (PP).

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