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Brasil entra em 2026 sob risco político elevado e calendário apertado para partidos e candidatos

Pesquisa Latam Pulse aponta criminalidade e tráfico como principal problema para 63% dos brasileiros, e a disputa já sente o peso disso

by admin

O Brasil entrou em 2026, ano eleitoral, com risco político elevado, um eleitor mais exigente e a segurança pública no topo das preocupações nacionais, segundo a pesquisa Latam Pulse (AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, com novembro como referência).
Nesse ambiente, 63% dos brasileiros apontaram “criminalidade e tráfico de drogas” como os principais problemas do país, um sinal de que o tema pode pesar de forma decisiva na escolha do voto.
Ao mesmo tempo, novas regras e prazos já em vigor desde 1º de janeiro tornam a disputa mais dura para legendas menores e concentram poder e recursos nas direções partidárias.

Regras que apertam a disputa

Em 2026, para acessar tempo de propaganda em rádio e TV e recursos do fundo partidário, os partidos precisam cumprir exigências de cláusula de desempenho, como eleger pelo menos 13 deputados federais distribuídos em ao menos um terço dos estados e do DF, ou alcançar 2,5% dos votos válidos em um terço das unidades da federação, com pelo menos 1,5% em cada uma delas.
Na prática, esse desenho fortalece partidos maiores e aumenta obstáculos para siglas médias e pequenas, influenciando alianças e a viabilidade de candidaturas.
O texto também descreve que o fundo eleitoral e o tempo de TV se consolidaram como ativos centrais, com autonomia ampla das direções nacionais para distribuir recursos entre candidatos, estados e cargos.

Prazos que já começaram a correr

Desde 1º de janeiro, todas as pesquisas de opinião relacionadas às eleições de 2026 devem ser registradas previamente na Justiça Eleitoral, mesmo que não sejam divulgadas.
Também passaram a valer condutas vedadas a agentes públicos, incluindo a proibição de distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios pela administração pública, salvo exceções legais, e limites para gastos com publicidade institucional (média do primeiro semestre dos três anos anteriores ao pleito).
Outros marcos do calendário citados incluem a janela partidária entre março e abril, prazos para estatutos no TSE, definição de domicílio eleitoral e renúncias, além do período de convenções (20 de julho a 5 de agosto) e início da propaganda eleitoral em 16 de agosto.

Segurança pública como “teste” do eleitor

O levantamento Latam Pulse apontou a criminalidade como prioridade máxima para a maioria dos entrevistados, superando outros temas, o que tende a empurrar candidatos e governos a apresentarem respostas mais objetivas durante o ano eleitoral.
O texto descreve que a percepção sobre capacidade de resposta do Estado e confiança nas instituições influencia o humor do eleitor, em um cenário de polarização.
Esse contexto aumenta a pressão por medidas visíveis e resultados mensuráveis, já que “segurança” aparece como tema com potencial de decisão de voto.

Reforma tributária no pano de fundo

Enquanto o calendário eleitoral aperta, a reforma tributária iniciou fase de transição em 2026, com empresas indicando nas notas fiscais os novos tributos CBS e IBS, mas ainda sem cobrança efetiva nesta etapa inicial.
A Câmara explica que a CBS substitui PIS, Cofins e IPI, e o IBS substitui ICMS e ISS, com cobrança efetiva da CBS e do Imposto Seletivo a partir de 2027 e transição do IBS a partir de 2029, com extinção total de ICMS e ISS prevista para 2033.
Esse processo, ainda em implantação, adiciona um tema econômico sensível ao debate público em um ano já marcado por cobrança alta do eleitor.

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