Brasileira que viralizou como sósia de Kylie Jenner diz que ChatGPT ajudou a identificar traição e levou ao fim do namoro
Apontada nas redes sociais como semelhante à empresária e socialite Kylie Jenner, a brasileira Júlia Medeiros, de 24 anos, residente em Miami, chamou a atenção ao revelar que passou a utilizar o ChatGPT como uma espécie de “conselheiro digital” para analisar seus relacionamentos. Segundo ela, a ferramenta deixou de ser apenas um espaço de desabafo e reflexão, influenciando decisões importantes em sua vida amorosa.
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Júlia relata que começou a recorrer à ferramenta em momentos de incerteza emocional. “Eu estava vivenciando situações repetidas, conflitos semelhantes, e percebia que sempre reagia da mesma forma. Comecei a desabafar no ChatGPT como se estivesse conversando com um terapeuta. Relatava o que tinha ocorrido, como me senti e questionava o que aquilo revelava sobre mim”, afirma.
Com o passar do tempo, o hábito se intensificou. “Inicialmente, era uma vez por semana. Depois comecei a usar com mais frequência, chegando a escrever diariamente em algumas semanas. Tornou-se um espaço para organizar meus pensamentos antes de tomar qualquer decisão”, diz.
Segundo a influenciadora, o principal impacto foi a percepção de padrões comportamentais. “Notei que estava aceitando comportamentos que já tinham me magoado anteriormente. Ao colocar tudo em ordem, ficou evidente que estava repetindo ciclos”, explica.
Em um dos relacionamentos, o exercício de organizar os acontecimentos trouxe clareza sobre situações que tentava justificar. “Descrevi mensagens contraditórias, mudanças de atitude e situações que estava tentando racionalizar. Ao ver tudo estruturado, percebi que estava ignorando sinais claros de traição. Foi nesse momento que compreendi a necessidade de encerrar”, relata.
Apesar disso, Júlia destaca que a decisão foi pessoal. “Não foi o ChatGPT que terminou por mim. Mas me ajudou a deixar de romantizar comportamentos prejudiciais. Estava adiando uma decisão que sabia ser necessária”, enfatiza.
Mesmo reconhecendo que a ferramenta não substitui a ajuda profissional, ela destaca ter encontrado no recurso um suporte racional para refletir sobre suas escolhas. “Não é terapia clínica. Mas para mim funcionou como um espelho lógico. Ajudou-me a enxergar o que evitava encarar”, conclui.


