Incêndio no Forte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, após uma série de bombardeios dos EUA em Caracas. 03/01/2026 – (AFP/AFP)
Continua após publicidade
Ao menos 40 pessoas morreram neste sábado, 3, durante uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela, segundo informações publicadas pelo The New York Times. O jornal cita um alto funcionário venezuelano, que falou sob condição de anonimato, e descreve os dados como preliminares. Entre as vítimas estariam militares e civis. Não houve registro de mortes entre as forças americanas.
A ação, que culminou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, representa a escalada mais grave da crise entre Washington e Caracas em décadas e inaugura um novo capítulo de instabilidade política e geopolítica na América Latina.
Em declaração feita no mesmo dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “muitos cubanos morreram” durante o ataque. A fala sugere a presença de cidadãos ou forças ligadas a Cuba em território venezuelano no momento da operação, embora não tenha havido confirmação sobre o número ou o status dessas vítimas.
Cuba e Venezuela mantêm uma aliança estratégica há anos, construída em torno de cooperação política, militar e econômica. Desde o endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos, os dois países passaram a atuar de forma ainda mais coordenada contra Washington. Havana, por sua vez, depende fortemente de Caracas para o fornecimento de petróleo e apoio financeiro, especialmente após o colapso de sua própria produção energética e o agravamento de sua crise econômica.
Até o momento, o governo venezuelano não divulgou um balanço oficial das vítimas nem detalhou as circunstâncias da captura de Maduro.
