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Cidades com altos índices de violência terão mobilização de rua contra feminicídio

by admin

Patrick Abreu

Mobilização estadual vai percorrer diversas cidades da Bahia com o objetivo de denunciar, conscientizar e construir soluções concretas para o enfrentamento ao feminicídio

A deputada federal Ivoneide Caetano (PT-BA) lançou no último dia 17 o ‘Movimento Mulheres Vivas – Basta de Feminicídio’, uma iniciativa que nasce para enfrentar a violência contra as mulheres a partir da escuta, da mobilização e da cobrança por responsabilidade do poder público. 

De acordo com o parlamentar, “a agenda percorrerá municípios da Bahia com plenários, sessões especiais, escutas e mobilizações de rua, priorizando cidades com altos índices de violência, para fortalecer redes locais e cobrar políticas públicas de proteção às mulheres”.

A ação é um movimento de mobilização estadual para enfrentar o feminicídio, dar visibilidade à pauta da violência contra a mulher e fortalecer políticas públicas de proteção, tendo as mulheres como protagonistas. A decisão de construir o movimento deixa evidente o compromisso dos parlamentares do PT na luta pelo enfrentamento à violência de gênero.

Ela informa que podem participar mulheres de movimentos sociais, coletivos, lideranças comunitárias, parlamentares e da sociedade civil. “O diálogo envolve instituições públicas, como Câmaras Municipais, prefeituras e, onde houver, DEAMs [Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher] e órgãos da rede de proteção”, explica. A expectativa é que a experiência da Bahia se torne referência para outros estados, ampliando a articulação nacional pelo fim do feminicídio.

As mulheres do PT da Bahia — e também de outros estados — podem somar na articulação, segundo a deputada, colaborando com as mobilizações locais, além de atuar na construção de cartas-compromisso, estratégias de comunicação, ações de rua e no fortalecimento político do enfrentamento ao feminicídio em seus territórios. 

Para as vítimas de violência doméstica, ela deixa o recado que essas mulheres não estão sozinhas: “É possível romper o ciclo da violência, e essa luta é coletiva. Seguiremos firmes para garantir proteção, dignidade e o direito de todas as mulheres viverem sem medo”.

Da Redação do Elas por Elas 

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