Cientistas brasileiros são premiados por pesquisas sobre Alzheimer
Cientistas de diversos países buscam novas estratégias para combater a doença de Alzheimer, e dois laboratórios brasileiros têm se destacado nesse cenário. Recentemente, os pesquisadores Mychael Lourenço, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Wagner Brum, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foram reconhecidos por organizações internacionais por suas contribuições significativas nesse campo.
Mychael Lourenço recebeu o prêmio ALBA-Roche Prize for Excellence in Neuroscience Research, concedido pela Alba a cientistas de destaque em meio de carreira. Enquanto isso, Wagner Brum foi selecionado como o “Next One to Watch”, prêmio da Alzheimer’s Association destinado a jovens cientistas promissores.
Pesquisas brasileiras têm avançado no diagnóstico da doença de Alzheimer, mostrando que a inflamação cerebral pode desempenhar um papel fundamental. Além disso, riscos modificáveis estão associados a quase 60% dos casos de demência.
A doença de Alzheimer representa um dos grandes desafios da medicina, visto que poucos tratamentos eficazes foram desenvolvidos para retardar sua progressão, e ainda não há cura definitiva.
O sintoma mais comum é a perda de memória recente, porém, à medida que a doença avança, o paciente enfrenta dificuldades de raciocínio, comunicação e mobilidade, tornando-se completamente dependente.
Dados sobre os pesquisadores brasileiros
O professor da UFRJ, Mychael Lourenço, dedica-se ao estudo do Alzheimer desde sua graduação em Biologia, aprofundando-se durante o mestrado, doutorado e pós-doutorado. Atualmente, lidera o Lourenço Lab, um grupo de pesquisa focado em demências.
Lourenço destaca a importância de compreender a doença no contexto brasileiro, considerando o envelhecimento populacional e a falta de estudos específicos no país.
Por outro lado, Wagner Brum, pesquisador do Zimmer Lab na UFRGS, concentra-se no desenvolvimento de protocolos para a implementação clínica de um exame de sangue capaz de diagnosticar o Alzheimer com base na proteína p-tau217, um dos principais biomarcadores da doença.
Diagnóstico precoce e avanços
Mychael Lourenço lidera uma pesquisa para identificar marcadores biológicos no sangue de pacientes com Alzheimer, visando ao diagnóstico precoce e à intervenção antes da progressão irreversível da doença.
Enquanto isso, Wagner Brum trabalha na viabilização do uso clínico do exame de sangue para diagnóstico de Alzheimer, buscando sua implementação em larga escala no Sistema Único de Saúde (SUS).
Do laboratório para o SUS: avanços na medicina
O protocolo desenvolvido por Wagner Brum aumenta a confiabilidade do diagnóstico da doença de Alzheimer e já está em uso em laboratórios na Europa e nos Estados Unidos. O pesquisador almeja que essa tecnologia seja adotada em larga escala no Brasil, facilitando o diagnóstico e melhorando as condutas médicas.
A pesquisa em biomarcadores tem o potencial de detectar o Alzheimer antes dos sintomas se manifestarem, representando um avanço significativo no campo da medicina.
A contribuição desses pesquisadores brasileiros é fundamental para o avanço no entendimento e no tratamento do Alzheimer, sendo reconhecida internacionalmente por suas descobertas e inovações na área.
Créditos: Agência Brasil


