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Conheça a pizzaria interditada que faturava R$ 10 mil por dia com comida estragada

Conheça a pizzaria interditada que faturava R$ 10 mil por dia com comida estragada

Conheça a pizzaria interditada que faturava R$ 10 mil por dia com comida estragada

Título: Descubra a pizzaria interditada que arrecadava R$ 10 mil por dia com alimentos deteriorados

A Fernandes Pizzas e Sanduíches, situada em Aparecida de Goiânia (GO), é o estabelecimento que foi fechado devido à suspeita de comercialização de alimentos estragados. A fiscalização realizada pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) revelou que os alimentos produzidos no local não estavam aptos para consumo.

O delegado Humberto Teófilo, responsável pela operação, constatou condições precárias de higiene e um forte odor azedo no estabelecimento. A pizzaria operava exclusivamente por delivery no Jardim Luz e foi denunciada anonimamente.

De acordo com as autoridades, a pizzaria produzia cerca de 250 pizzas por dia, chegando a faturar aproximadamente R$ 10 mil diariamente. Durante a inspeção, foram encontrados alimentos deteriorados e mal armazenados, como salsichas, calabresa, bacon e ovos, dispostos em bacias sem identificação ou data de validade.

Além disso, foram identificadas massas expostas, gordura velha armazenada de forma inadequada e sujeira em diferentes áreas do local. O responsável pelo estabelecimento foi conduzido à delegacia, onde foi elaborado um Termo Circunstanciado com base no artigo 268 do Código Penal, referente a infrações sanitárias.

“Lamentamos que muitas pessoas tenham solicitado delivery sem saber a situação do local. Aqui, a infração sanitária é evidente. Foi constatada in loco. Não pretendemos prejudicar o pequeno empresário, mas a higiene é fundamental”, afirmou o delegado. O Metrópoles tentou entrar em contato com a pizzaria, porém não obteve resposta.

A Polícia Civil informou que as irregularidades foram constatadas durante a vistoria, sem necessidade de análises posteriores, devido ao evidente estado de deterioração dos alimentos e das condições gerais do ambiente. O forte odor e a inadequada forma de armazenamento dos produtos indicavam que estes não estavam próprios para consumo humano.

A ausência de identificação, rotulagem e datas de validade nos alimentos encontrados agrava o risco à saúde pública, principalmente pelo fato de a pizzaria operar exclusivamente por delivery. Nesse modelo, os consumidores não têm acesso às condições internas do estabelecimento nem ao processo de preparo dos alimentos.

O alto volume de produção diária amplia a dimensão do problema. Com a fabricação de cerca de 250 pizzas por dia, o estabelecimento poderia atingir centenas de consumidores diariamente, mesmo funcionando em condições consideradas inadequadas pelas autoridades sanitárias.

O Termo Circunstanciado elaborado contra o responsável pela pizzaria está embasado no artigo 268 do Código Penal, que trata do descumprimento de medidas sanitárias para prevenir riscos à saúde coletiva. O procedimento será encaminhado à Justiça, que poderá determinar possíveis sanções.

Segundo o delegado Humberto Teófilo, a ação visa primordialmente proteger a população e coibir práticas que possam colocar os consumidores em risco. Ele enfatizou que a atuação policial é baseada em denúncias e que os estabelecimentos devem seguir normas básicas de higiene para operar.

A Polícia Civil de Goiás ressaltou a importância das denúncias anônimas para identificar irregularidades desse tipo, especialmente em estabelecimentos que operam exclusivamente por delivery. A corporação orienta que casos semelhantes sejam comunicados por meio dos canais oficiais de denúncia.