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Conselho Eleitoral do Haiti adia primeiro turno das eleições presidenciais para 13 de dezembro

Conselho Eleitoral do Haiti adia primeiro turno das eleições presidenciais para 13 de dezembro

Conselho Eleitoral do Haiti adia primeiro turno das eleições presidenciais para 13 de dezembro

O Conselho Eleitoral Provisório do Haiti anunciou nesta segunda-feira (27) uma alteração no calendário eleitoral oficial, definindo o dia 13 de dezembro como a data para o primeiro turno das eleições presidenciais. O reagendamento também inclui as eleições legislativas e o referendo para ratificar as reformas constitucionais, processos inicialmente previstos para 30 de agosto.

As autoridades eleitorais também estabeleceram que o segundo turno das eleições presidenciais e as eleições para os governos locais serão realizados em 21 de fevereiro de 2027. A publicação dos resultados finais, referentes às comunidades territoriais, está prevista para 12 de março do mesmo ano, estendendo assim a fase de transição institucional no país caribenho.

O órgão eleitoral enfatizou que a realização da votação dependerá do estabelecimento de condições mínimas de segurança pública em todo o país. Ressaltou também a necessidade urgente de financiamento para a organização do processo eleitoral em um país assolado pela instabilidade social.

O Haiti atravessa um prolongado vácuo institucional após uma década sem eleições para renovar seus representantes em cargos públicos. Diversas organizações sociais e movimentos populares exigem a devolução da soberania ao povo por meio da restauração da paz e do fim da interferência estrangeira.

A violência generalizada em grandes áreas do país representa o principal desafio para garantir a participação eleitoral nas urnas. Grupos comunitários indicam que a restauração da paz e o fortalecimento dos serviços básicos são essenciais para alcançar uma participação democrática transparente.

O novo calendário eleitoral busca oferecer um caminho claro rumo à renovação democrática e à restauração da ordem constitucional na república irmã. As organizações caribenhas permanecem vigilantes à medida que o processo se desenrola, para garantir que a vontade popular seja respeitada sem pressão ou condições políticas impostas por potências estrangeiras.

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