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CPMI pede ao STF revisão de decisão que barrou depoimento de Vorcaro

CPMI pede ao STF revisão de decisão que barrou depoimento de Vorcaro

CPMI pede ao STF revisão de decisão que barrou depoimento de Vorcaro

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), se encontrou nesta quarta-feira (11) com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e solicitou a revisão das decisões que impediram os depoimentos de investigados e testemunhas na comissão, incluindo o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Viana informou que Mendonça indicou a possibilidade de submeter ao julgamento colegiado os recursos apresentados pela CPMI para que Vorcaro e outros acusados possam prestar depoimento. No mês anterior, o ministro havia permitido o depoimento do banqueiro.

“Para nós, é fundamental que Vorcaro compareça à CPI. Ele será tratado com igualdade, como qualquer outra pessoa, e terá a oportunidade de prestar esclarecimentos”, afirmou o senador.

O banqueiro foi convocado para explicar o suposto envolvimento do Banco Master em empréstimos consignados ilegais a aposentados e pensionistas do INSS.

Após a reunião com o ministro, o presidente da Comissão criticou a decisão do ministro Flávio Dino, que permitiu que a presidente do Palmeiras e da Crefisa, Leila Pereira, adiasse o depoimento que prestaria como testemunha nesta quinta-feira (12).

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Aproveitando a decisão, Leila comunicou que não estaria presente na CPMI no dia seguinte. No entanto, um novo depoimento foi agendado para a próxima quarta-feira (18).

“Essa é mais uma decisão que evidencia a interferência em nossas prerrogativas e o desrespeito ao nosso trabalho, pois a presença no Congresso Nacional é prioridade sobre questões pessoais. O ministro nos instruiu a marcar uma nova data para a testemunha. Precisamos posicionar-nos no Congresso a respeito disso”, comentou Viana.

Vazamentos

O senador também afirmou que a comissão não teve envolvimento no vazamento dos dados bancários, fiscais e telemáticos de Vorcaro. Na semana anterior, Mendonça determinou que a Polícia Federal iniciasse uma investigação sobre o caso.

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“A CPI não possui responsabilidade oficial pelo vazamento, uma vez que não detemos a maioria dos documentos que foram divulgados. Nossa responsabilidade é manter tudo o que nos é entregue de forma funcional”, afirmou o senador.

(Agência Brasil)