A demissão em massa de promotores que se tornou um grande escândalo nacional, repercutindo em diversos meios de comunicação de todo Brasil, mostra a tentativa de enfraquecer os órgãos de controle no Maranhão.
10 promotores pediram demissão neste domingo por avaliarem que a ação do Procurador Geral de Justiça indicado por Carlos Brandão pela soltura do prefeito e da vice-prefeita de Turilandia, apontados como articuladores de um grande esquema de corrupção.
Para os membros do Ministério Público, a ação gera “impactos negativos na credibilidade das investigações complexas e na efetividade das medidas cautelares
indispensáveis à repressão qualificada”. No caso de Turilandia, a intenção da família Brandão é blindar as investigações contra aliados de primeira hora no município, acusado de cheirar uma quadrilha que desviou R$ 56 milhões em dinheiro público.
O caso do GAECO escancarado pelo promotores mostra que, para isso, não medem esforços em fazer intervenções em investigações e influências indevidas no poder judiciário tanto a favor de aliados e quanto contra desafetos políticos.
