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Defesa confirma morte de ‘Sicário’, preso em operação da PF que mirou Vorcaro | Política

Defesa confirma morte de ‘Sicário’, preso em operação da PF que mirou Vorcaro | Política

Defesa confirma morte de ‘Sicário’, preso em operação da PF que mirou Vorcaro | Política

Título: Defesa confirma falecimento de ‘Sicário’, detido em operação da PF que visava Vorcaro | Política

A defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” do banqueiro Daniel Vorcaro, informou que ele veio a óbito nesta sexta-feira, em Belo Horizonte. Segundo os advogados, o falecimento foi oficializado às 18h55, após o encerramento do procedimento de morte encefálica que teve início pela manhã. De acordo com a Polícia Federal, Mourão tentou suicídio na cela da Superintendência da corporação, para onde foi transferido para cumprir prisão preventiva na última quarta-feira.

“Informamos que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão evoluiu a óbito, conforme declarado legalmente às 18h55, após a conclusão do protocolo de morte encefálica iniciado hoje, 06.03.26, por volta das 10h15. O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal, seguindo os trâmites legais”, declarou a defesa em comunicado.

De acordo com a colunista Míriam Leitão, desde a tentativa de suicídio até o socorro prestado por policiais federais a Mourão, tudo foi registrado em vídeo sem pontos cegos, conforme fontes ligadas à investigação. A PF notificou o ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o ocorrido e se comprometeu a fornecer todas as filmagens que evidenciam a dinâmica dos acontecimentos.

No comunicado inicial, a corporação havia divulgado que Sicário havia “atentado contra a própria vida” na carceragem da PF em Belo Horizonte. Posteriormente, emitiu uma nota na qual não confirmava o falecimento e prometia fornecer “informações sobre o estado de saúde do preso” após a avaliação da equipe médica.

Serviços de monitoramento e intimidação

A investigação indica que Mourão liderava um grupo informal denominado “A Turma”, responsável por atividades de vigilância, coleta de informações e monitoramento de pessoas relacionadas às investigações ou críticas ao grupo. Os investigadores apontam que ele recebia pagamentos mensais de R$ 1 milhão para realizar esses “serviços ilícitos”. Procurada, a defesa de Mourão não se pronunciou e informou que só se manifestará sobre a prisão após ter acesso aos autos do inquérito.

Segundo os investigadores, Mourão realizava consultas em sistemas restritos de órgãos públicos, utilizando credenciais de terceiros para acessar bases de dados de instituições de segurança e investigação. A Polícia Federal afirmou que houve acessos não autorizados aos sistemas da própria PF, do Ministério Público Federal e até a bases internacionais.

Na decisão que determinou a prisão de Mourão e Vorcaro, juntamente com outros alvos da operação, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), mencionou indícios de que o banqueiro, em uma troca de mensagens com Mourão, ordenou a simulação de um assalto ou de um cenário semelhante, visando “prejudicar gravemente” o colunista de O Globo Lauro Jardim. O propósito, segundo Mendonça, era silenciar a imprensa que se opusesse aos seus interesses privados. Em nota, o jornal O Globo repudiou as ações criminosas contra Lauro Jardim.