×

Defesa diz que Bolsonaro não tinha conhecimento sobre vídeo de Eduardo

Defesa diz que Bolsonaro não tinha conhecimento sobre vídeo de Eduardo

Defesa diz que Bolsonaro não tinha conhecimento sobre vídeo de Eduardo

A defesa de Jair Bolsonaro comunicou nesta segunda-feira (30) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-presidente não estava ciente previamente da gravação realizada por seu filho, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.

A declaração foi enviada ao STF após o ministro Alexandre de Moraes estabelecer um prazo de 24 horas para Bolsonaro esclarecer o suposto acesso a um vídeo durante o cumprimento da prisão domiciliar.

O pedido de explicações surgiu depois que Eduardo Bolsonaro afirmou, em uma publicação nas redes sociais, que enviaria ao seu pai a gravação de sua participação em um evento de políticos de direita nos Estados Unidos.

“Vocês sabem por que estou fazendo este vídeo? Porque estou mostrando para o meu pai”, disse o ex-parlamentar.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Bolsonaro está em prisão domiciliar e está proibido de utilizar celulares ou qualquer outro meio de comunicação externa direta ou por meio de terceiros.

Os advogados do ex-presidente afirmaram ao STF que Bolsonaro não teve envolvimento no incidente, o qual foi realizado por um “terceiro”. A defesa também reiterou que Bolsonaro está seguindo integralmente as regras da prisão domiciliar.

“O peticionário está observando de forma rigorosa, integral e constante todas as condições estabelecidas para o cumprimento da prisão domiciliar humanitária, especialmente as proibições relacionadas ao uso de dispositivos de comunicação, uso de redes sociais e gravação de vídeos ou áudios, diretamente ou por meio de terceiros, comprometendo-se a manter total conformidade com essas e outras medidas impostas”, afirmou a defesa.

Por fim, a defesa negou que Bolsonaro tenha tido contato com terceiros durante o período em que passou a cumprir prisão domiciliar.

“Não há qualquer evidência objetiva que indique comunicação atual, direta ou indireta, com o peticionário, tampouco gravação, reprodução ou uso de qualquer meio proibido no contexto da prisão domiciliar humanitária temporária”, completou a defesa.

Na semana passada, Moraes concedeu a Bolsonaro uma prisão domiciliar temporária de 90 dias, período durante o qual o ex-presidente deverá se recuperar de uma broncopneumonia.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal da trama golpista.