Djokovic parte para um desafio com forte dose de emoção no AO
Dez vezes campeão do Australian Open, como diriam os mestres de cerimônias dos torneios, a Rod Laver Arena pode ser definida como a sala de estar da casa de Novak Djokovic. Com esse cenário, não haveria lugar melhor para o sérvio buscar o 25º título de Grand Slam, uma marca histórica e talvez jamais igualada. Mas, desta vez, os obstáculos parecem ser maiores, o que, por um lado, garante também motivação extra, característica dos jogadores fora de série.
A atual pergunta que fica é como Djokovic chegará para esse Australian Open? O sérvio está sem jogar desde novembro. Não disputou o ATP Finals, por um problema no ombro, e mais recentemente saiu do ATP de Adelaide, com outra lesão. Mas um caso desses vindo de uma personalidade forte, marcante e vencedora revela que o objetivo final é o próximo Grand Slam. Em termos gerais, tenistas com grandes ambições não costumam jogar na semana que antecede os quatro maiores torneios do planeta.
O caminho para o título do Australian Open é marcado por dificuldades debaixo de um sol ardido. Lembro que ao andar pelas quadras secundárias o tênis (calçado) que usava parecia colar no piso quente. Em quadra temperaturas são altíssimas, mas, por precaução, agora a política para interromper partidas é mais branda. Por um tempo, diziam, que os organizadores camuflavam as informações oficiais só para não paralisar algumas partidas. Só que estrelas como, por exemplo, Maria Sharapova ameaçou deixar a competição caso não parasse seu jogo, o que mudou o comportamento da organização.
Como grande astro do torneio e querido pelos fãs, apesar daquele terrível episódio por causa da vacina da Covid, Djokovic deve merecer um tratamento especial, como estar na sessão noturna. É bom lembrar também que Melbourne Park tem um sofisticado complexo de quadras, com teto fechado e temperaturas controladas.


