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| eixos Ternium defende ‘preço abrasileirado’ e gás no topo da lista da agenda Custo Brasil

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A guerra no Oriente Médio reforça a importância de se reduzir a exposição do preço do gás natural, no Brasil, aos indicadores externos e riscos geopolíticos, defende a Ternium.

O episódio #022 do podcast gas week abre o microfone para o vice-presidente Jurídico e de Relações Institucionais da Ternium Brasil, Pedro Teixeira, que sugere a indexação do gás da Petrobras aos custos de produção do gás nacional. Assista na íntegra

“[A Petrobras] tem um benefício, a partir do momento em que há uma variação do preço internacional sem que necessariamente se verifique nenhuma variação nos custos de produção da Petrobras aqui. Então, acho que isso é um debate importante a ser feito. Aqui não é consumidor contra Petrobras, mas é um debate brasileiro”.

Em maio, a Petrobras aumentou em 19,2% o preço do gás vendido às distribuidoras, no primeiro reajuste trimestral da estatal a refletir os impactos da guerra.

A estatal avalia o parcelamento do próximo ajuste, previsto para agosto, e que pode chegar a 40% segundo estimativas da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás).

Gás no ‘topo da lista’ das políticas econômicas

Em ano de eleições, Pedro Teixeira destaca que, independente de quem assuma a Presidência em 2027, a prioridade das políticas econômicas precisa ser a redução do Custo Brasil – e que baixar o gás tem de estar “no topo da lista”.

O executivo faz um comparativo com Argentina e México, países da América Latina onde a Ternium também está presente e que possuem custos de aquisição de molécula inferiores aos do mercado brasileiro.

A desvantagem competitiva do Brasil, segundo ele, piorou com os impactos da guerra.

“Acreditamos que o gás no Brasil vai ter o mesmo custo no México e na Argentina? Não acreditamos. A gente tem que ser realista, mas ele não pode ser quatro vezes mais do que esses outros mercados”, comentou.

Outros destaques da entrevista

  • Teixeira defende um tratamento diferenciado para grandes consumidores industriais nas tarifas de distribuição e transporte de gás;
  • Pleito tem sido discutido nas esferas de debates internos na Abrace e no âmbito do Movimento Brasil Competitivo (MBC);
  • Teixeira acredita que as turbulências na geopolítica do gás criam um “momento muito oportuno” para a integração do mercado brasileiro com a Argentina;
  • Executivo diz que “faz todo sentido” que a indústria brasileira se organize em torno de pools para importação do gás argentino;
  • Ternium tem planos de substituir o carvão por gás e nos alto-fornos, o que permitiria à companhia elevar seu consumo de 200 mil para 1 milhão de m³/dia de gás no Rio;
  • O preço do gás, porém, é uma barreira para os planos de transição energética da Ternium;
  • Ternium está aberta a apoiar novos projetos de biometano como âncora – a exemplo do papel que a empresa cumpriu no início das operações da planta do aterro de Seropédica.

Confira quem já passou pelo videocast gas week:

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