Entre euforia e urnas: quem realmente mostrou força em Timon?
“À mulher de César não basta ser honesta, ela precisa parecer honesta.” A célebre frase atribuída ao episódio envolvendo Júlio César atravessou séculos e continua servindo perfeitamente para a política: muitas vezes, mais importante do que ser é parecer ser.
Em Timon, o resultado das urnas do último domingo (4) deixou um bom exemplo disso.
Com a eleição de Eduardo Braide para o Governo do Maranhão, a euforia tomou conta de Henrique Júnior. O problema é que, quando a comemoração passa e entram em cena os números das urnas, a fotografia política muda.
Henrique quer assumir o protagonismo da vitória de Braide em Timon, mas seu próprio desempenho eleitoral não acompanha o tamanho da festa. Ex-vereador e candidato em diferentes eleições, ele tenta transformar a vitória do governador eleito em demonstração de força pessoal.
É aí que entra a mulher de César. Para Henrique, aparentemente, não basta ter votos. O importante é parecer que tem.
Do outro lado, o prefeito Rafael Brito colocou seu grupo à prova nas urnas e conseguiu entregar votações expressivas aos candidatos que apoiou, demonstrando organização, capilaridade e força eleitoral.
Enquanto isso, Luciano Leitoa, Dinair Veloso e Henrique Júnior, três dos principais nomes da oposição timonense, não conseguiram individualmente apresentar nas urnas uma força proporcional ao barulho político produzido durante a campanha.
Na política, discurso faz barulho. Urna faz conta.
Demos a César o que é de César. Eduardo Braide venceu e seus apoiadores têm motivos para comemorar. Mas transformar a vitória de Braide em atestado automático de liderança política local é outra história.
Grupo é força. E força política não se mede pelo tamanho da comemoração depois da eleição, mas pela quantidade de votos que se consegue colocar dentro da urna.
Talvez a festa tenha sido grande demais para números tão pequenos.


