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EUA planejam base da CIA na Venezuela pós-Maduro – CartaCapital

EUA planejam base da CIA na Venezuela pós-Maduro – CartaCapital

EUA planejam base da CIA na Venezuela pós-Maduro – CartaCapital

A Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos está trabalhando de forma discreta para estabelecer uma presença duradoura na Venezuela, com o objetivo de influenciar o rumo futuro do país, conforme revelado pela emissora de televisão CNN nesta terça-feira, dia 27.

A emissora norte-americana, citando fontes bem informadas sobre o assunto, divulgou que a iniciativa foi planejada em colaboração entre a inteligência dos EUA e o Departamento de Estado.

Estas interações se concentraram na definição da presença dos Estados Unidos na Venezuela a curto e longo prazo, após a detenção do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no início de janeiro, para responder a processos judiciais em Nova York.

Embora o Departamento de Estado deva assumir a principal presença diplomática de longo prazo no país, é provável que o governo de Trump conte em grande medida com a CIA para iniciar esse processo de reintegração, dada a atual transição política em curso e a instabilidade de segurança na Venezuela, conforme relatado pela CNN.

‘CIA exerce influência decisiva’

“O Estado estabelece a presença, mas é a CIA que exerce a influência de fato”, afirmou uma fonte familiarizada com o planejamento à CNN, destacando que os objetivos imediatos da agência incluem preparar o terreno para iniciativas diplomáticas, fortalecendo laços com a população local e implementando sistemas de segurança.

No curto prazo, os funcionários americanos poderiam operar a partir de uma extensão da CIA, antes da abertura de uma embaixada oficial, permitindo assim o estabelecimento de contatos informais com diferentes facções do governo venezuelano e com figuras da oposição, conforme mencionado pela emissora.

“Estabelecer uma extensão é a prioridade máxima. Antes dos canais diplomáticos, a extensão pode auxiliar na criação de conexões, incluindo com a inteligência venezuelana, possibilitando conversas que os diplomatas não teriam”, afirmou um ex-funcionário do governo dos EUA envolvido com assuntos venezuelanos, conforme informou a CNN.

Reunião com presidente interina

O diretor da CIA, John Ratcliffe, foi o primeiro alto funcionário do governo Trump a visitar a Venezuela após a operação contra Maduro, se encontrando com a presidente interina Delcy Rodríguez e líderes militares no início deste mês.

Agentes da CIA já estavam presentes na Venezuela nos meses anteriores à operação contra Maduro.

No ano passado, em agosto, a agência instalou secretamente uma pequena equipe no país para monitorar os padrões, localizações e movimentos de Maduro.

Entre os agentes, havia uma fonte da CIA que atuava dentro do governo venezuelano e auxiliou os Estados Unidos a rastrear a localização e os movimentos de Maduro antes de sua captura, conforme revelou uma fonte informada sobre a operação à CNN.