Falta de Consultas e Remédios gera revolta
A manhã de hoje, 10 de abril, foi marcada por indignação e desespero para vários pacientes e seus familiares que dependem do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) em Raposa. O que deveria ser um dia de cuidados e consultas tornou-se um reflexo da falta de organização e do descaso com a saúde mental na região.
O Problema nas Consultas
Recentemente, o agendamento de consultas foi transferido para as sextas-feiras. No entanto, essa mudança não foi acompanhada de uma estrutura adequada. Hoje, muitos pacientes não conseguiram marcar consultas devido ao número limitado de vagas disponíveis por médico.
Essa restrição cria uma barreira significativa para aqueles que lidam com transtornos delicados: sem a consulta, não há a emissão de receitas médicas.
Escassez de Medicamentos e Impacto Financeiro
A situação é duplamente preocupante. Além da dificuldade em agendar consultas, a rede municipal enfrenta escassez de remédios.
“É uma falta de respeito. Acordamos cedo, não conseguimos vaga e, quando conseguimos, os remédios não estão disponíveis no posto. As pessoas, que já são humildes, precisam custear do próprio bolso para não interromper o tratamento”, desabafou um acompanhante que optou por não se identificar.
Falta de Planejamento ou Desprezo?
O cenário atual levanta uma questão crucial para a gestão municipal: estamos diante de uma falha no planejamento logístico ou de uma desconsideração das prioridades? A saúde mental não pode ser negligenciada, e a interrupção dos tratamentos com medicamentos pode resultar em crises graves e retrocessos na condição clínica dos pacientes.
Apelo às Autoridades: Atenção do Ministério Público
Diante da falta de resolução direta com a administração do CAPS nesta manhã, a comunidade faz um apelo direto ao Ministério Público (MPMA). É essencial uma intervenção para garantir que o direito constitucional à saúde seja respeitado e que o agendamento de consultas e o estoque de medicamentos sejam normalizados imediatamente.


