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Federação das Indústrias promove discussão sobre Economia do Mar para exploração da vocação marítima maranhense

Federação das Indústrias promove discussão sobre Economia do Mar para exploração da vocação marítima maranhense

Federação das Indústrias promove discussão sobre Economia do Mar para exploração da vocação marítima maranhense

No Rio de Janeiro setor representa metade do PIB

Para responder à questão se a Economia do Mar é a nova perspectiva para a indústria maranhense, a Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema) promoveu uma palestra sobre as “Políticas públicas implementadas pela Secretaria de Energia e Economia do Mar do Estado do Rio de Janeiro”. A discussão ocorreu durante a primeira reunião anual do Conselho Temático de Desenvolvimento Industrial e Inovação (CODIN) da Federação, sugerida pelo grupo ‘Pensar o Maranhão’.

O Rio de Janeiro possui o terceiro maior litoral do Brasil, ficando atrás apenas da Bahia e do Maranhão. O vice-presidente executivo da Fiema e presidente do CODIN, Luiz Fernando Renner, ressaltou que o Maranhão conta com aproximadamente 640 km de costa e cerca de 30 municípios costeiros com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

“Essas cidades necessitam de políticas públicas e apoio para impulsionar um crescimento inclusivo. A exploração sustentável das atividades econômicas relacionadas ao mar pode representar uma nova perspectiva para a indústria maranhense e, consequentemente, para a melhoria das condições de vida dessas comunidades”, explicou Renner.

Renner destacou como pilares fundamentais da Economia do Mar: o Porto do Itaqui, o quarto maior porto público do país; a exploração das bacias da Margem Equatorial no território maranhense; a instalação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE Bacabeira) e o Arco Norte como oportunidades para agregar valor ao Produto Interno Bruto (PIB) estadual, gerar empregos e promover novas cadeias produtivas ligadas ao mar.

O presidente da Fiema, Edilson Baldez, mencionou que ao realizar debates como esse, a Federação desempenha um papel relevante ao trazer à tona o tema e estimular discussões que possam resultar em políticas públicas e iniciativas empresariais voltadas para a Economia do Mar. Como medida prática, a Fiema propõe a articulação entre governo, academia, setor empresarial e sociedade civil para estabelecer uma coordenação de ações destinadas ao desenvolvimento sustentável das atividades marítimas, destacando a importância da experiência do Rio de Janeiro nesse contexto.

Economia do mar – Atividades como extração de petróleo e gás, construção e reparo naval, logística portuária, turismo costeiro, pesca e aquicultura fazem parte da Economia do Mar. Para abordar o tema, foram convidados o ex-subsecretário adjunto da Secretaria de Energia e Economia do Mar do Estado do Rio de Janeiro (SEENEMAR), advogado Marcelo Felipe Alexandre, e o advogado João Leal.

Marcelo, oficial superior da Reserva da Marinha do Brasil, ressaltou que o mar é um vetor de desenvolvimento econômico ainda pouco explorado pelo Brasil. Com uma experiência de 33 anos na Marinha, ele enfatizou que a Economia do Mar engloba todas as atividades que agregam valor relacionadas ao oceano, desde transporte e pesca até indústria naval e mineração offshore, alertando para o desconhecimento generalizado da população sobre essas potencialidades.

Marcelo apontou setores com grande potencial de crescimento, como a indústria naval, a transição energética (energia eólica e aproveitamento das marés) e a mineração offshore, destacando que o Maranhão, com seu extenso litoral, tem potencial para se tornar uma nova área produtiva, similar ao desenvolvimento observado no Rio de Janeiro.

Para o palestrante, políticas públicas e incentivos desempenharam um papel crucial no avanço desse setor no Rio de Janeiro. Inovações tecnológicas, benefícios fiscais e a atração de investidores impulsionaram essa cadeia produtiva, gerando empregos e fortalecendo estaleiros e atividades afins. Ele citou a Lei da Economia do Mar (2021) e a criação de comissões estaduais como marcos que reuniram governo, academia e setor privado para impulsionar projetos e promover o desenvolvimento marítimo.

Participaram da reunião sobre Economia do Mar representantes do Senai, Sagrima, EMAP, MAPA, UEMA, UFMA, Marinha do Brasil, Sedepe, Sebrae, Sindipan, Tegram, Granel Química, BNB, Investe Maranhão, Internacional Marítima, entre outras empresas e instituições.

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