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Gestão Braide tem 30 dias para apresentar cronograma de nomeações em secretaria

Gestão Braide tem 30 dias para apresentar cronograma de nomeações em secretaria

Gestão Braide tem 30 dias para apresentar cronograma de nomeações em secretaria

A Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social de São Luís (Semcas) foi notificada nesta terça-feira, 2, de um despacho da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da capital para que cumpra uma decisão que atende a Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) e Defensoria Pública do Estado (DPE).

A Prefeitura de São Luís deverá apresentar em até 30 dias o cronograma completo de nomeações dos cargos em comissão da Semcas e órgãos vinculados. Em caso de descumprimento da decisão, foi estabelecida multa diária de R$ 1 mil.

Além disso, a titular da Semcas, Tamara Araújo, foi notificada pessoalmente do prazo de 10 dias para que seja publicado aviso no portal da Prefeitura informando à população que ela própria ou pessoa por ela indicada assume as atribuições e competências dos cargos em comissão vagos na Secretaria até a nomeação de novos titulares.

O aviso deverá indicar os contatos disponíveis para que a sociedade acione os serviços e atribuições correspondentes.

ENTENDA O CASO

A Ação Civil Pública que deu origem à decisão judicial busca assegurar a retomada dos serviços e benefícios socioassistencias prejudicados pela exoneração em massa de cargos comissionados da Semcas, publicadas em edição extra do Diário Oficial do Município em 6 de dezembro de 2022.

No dia 19 do mesmo mês, foi proferida sentença homologatória de transação na qual o Município de São Luís se comprometeu a apresentar, até 23 de janeiro de 2023, o calendário de nomeações de todos os cargos da Semcas e órgãos a ela vinculados. No mesmo documento está a previsão de que o titular da pasta assumiria as atribuições dos cargos vagos.

O acordo, no entanto, não foi cumprido pela Prefeitura de São Luís, mesmo com a concessão de novos prazos. Em 19 de abril de 2024, por exemplo, o total de cargos vagos na estrutura da Semcas chegava a 42.

“Apesar do longo período transcorrido desde o primeiro acordo e das diversas oportunidades concedidas para o cumprimento da obrigação, o Município de São Luís permanece em flagrante descumprimento da ordem judicial, o que demonstra uma conduta protelatória e desrespeitosa para com o Poder Judiciário e, principalmente, com a população ludovicense que necessita de assistência social”, ressaltam, no pedido de cumprimento de sentença, o promotor de justiça Márcio Thadeu Silva Marques, titular da 1ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de São Luís, e o defensor público Davi Rafael Silva Veras, titular do Núcleo da Criança e do Adolescente da DPE.

Para o Ministério Público do Maranhão e a Defensoria Pública, a exoneração dos ocupantes dos cargos sem a nomeação de substitutos resultou em um “apagão” na gestão da política de assistência social em São Luís, gerando consequências imediatas e severas “com a inviabilização do planejamento, controle, gerenciamento, supervisão e, em alguns casos, até mesmo da execução dos serviços e benefícios socioassistenciais”.

Gilberto Léda

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