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Groenlândia: Trump declara que sem o Prêmio Nobel, ele não pensa mais em paz

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O presidente dos EUA declara que sem o Prêmio Nobel, ele não pensa mais em paz. Arcebispo Broglio, ordinário militar dos EUA: “O direito internacional e os princípios morais devem nos guiar a todos”

Vatican News

Após as ameaças de Washington de querer se apropriar da Groenlândia, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, explicou que a intenção é comprá-la da Dinamarca. Mas a Casa …

O presidente dos EUA, Donald Trump, vinculou suas ambições de anexar a Groenlândia à não atribuição do Prêmio Nobel da Paz. Em uma mensagem ao primeiro-ministro norueguês, o chefe da Casa Branca afirmou que não se sente mais obrigado a “pensar exclusivamente em paz”. “Não é o governo que decide sobre a atribuição do Nobel”, respondeu o primeiro-ministro de Oslo, Jonas Gahr Støre. “A Noruega controla isso completamente, apesar do que dizem, mas na realidade eles têm a ver com isso”, foi a resposta imediata de Trump que, em um momento de tensão crescente entre Washington e seus aliados da OTAN e da UE, e após o anúncio da Casa Branca de que pretende impor tarifas aos países que enviaram tropas para a ilha, acredita que os líderes europeus “não oferecerão muita resistência” à sua tentativa de comprar a Groenlândia. Apesar disso, Trump continua atacando os países europeus: “A Europa deveria concentrar-se na guerra entre a Rússia e a Ucrânia porque, francamente, podemos ver o que ela conseguiu. É aí que a Europa deveria concentrar-se, não na Groenlândia.” As tarifas ameaçadas por Trump “não alteram a posição da Groenlândia, que se mostra atenta em relação ao seu direito à autodeterminação face às ambições norte-americanas”, respondeu por sua vez o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, de Nuuk.

Arcebispo Timothy Broglio

O padre Tomaž Majcen expressa a preocupação da pequena comunidade católica após a manifesta tentativa de anexação dos EUA. A Igreja Evangélica Luterana também se reúne em oração …

A consciência pode permitir que alguém se recuse a cumprir uma ordem militar injusta. Esta foi a indicação dada pelo arcebispo Timothy Broglio, ordinário militar dos Estados Unidos, à rede de televisão britânica BBC. Broglio, responsável pela pastoral dos militares estadunidenses, explica que os católicos dentro das forças armadas dos EUA poderiam considerar desobedecer às ordens da administração de Donald Trump para usar a força militar para atacar a Groenlândia, caso tais ordens fossem dadas. Expressando a sua “preocupação” com as almas dos militares estadunidenses que acompanha, Broglio acrescenta que “eles poderiam encontrar-se numa situação em que lhes fosse ordenado fazer algo moralmente questionável”. “Temos o direito internacional e princípios morais que devem nos guiar a todos”, esclareceu o arcebispo, argumentando que não há circunstâncias em que a ocupação da Groenlândia pela força possa atender aos critérios de uma “guerra justa”. Embora reconheça a dificuldade prática de recusar ordens, o arcebispo Broglio explica que “no âmbito da consciência de cada um, seria moralmente aceitável desobedecer” a uma ordem injusta. Trump, de fato, continua sem descartar a opção militar para obter a ilha ártica.

Cúpula da UE na quinta-feira

Continuam as negociações sobre o destino do território autônomo dinamarquês. Na quarta-feira, 14 de janeiro, em Washington, ocorreu um encontro entre as diplomacias dos Estados …

Enquanto a Dinamarca anunciou que aumentará “significativamente” suas tropas na ilha, uma cúpula extraordinária de líderes da UE está marcada para esta quinta-feira em Bruxelas para analisar a complexa situação. Os líderes europeus estão em contato constante, mas também aqui, uma distinção vem da Hungria, uma chancelaria tradicionalmente pró-Trump dentro da UE: “A Groenlândia é uma questão bilateral que não diz respeito à União Europeia”, declarou o ministro das Relações Exteriores húngaro. Londres, por outro lado, posicionou-se abertamente contra Trump, com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, classificando como “completamente errado” a imposição de tarifas a aliados, acrescentando que o futuro status da Groenlândia pertence ao seu povo e à Dinamarca. De Paris: o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que o Palácio do Eliseu rejeitará a proposta de Trump de aderir ao Conselho da Paz de Gaza, em resposta à ameaça dos EUA de impor um imposto de 200% sobre vinhos e champanhes franceses. Berlim, por suav ez, retirou os 15 soldados que haviam sido enviados à ilha para participar do exercício militar coordenado por Copenhague. A China também se manifestou: “Os Estados Unidos deveriam parar de usar a chamada ‘ameaça chinesa’ como pretexto para obter ganhos egoístas”, disse um porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, referindo-se às alegações de Trump de que a Groenlândia está cercada por navios militares de Pequim.

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