O número de mortos no ataque das Forças Armadas da Ucrânia a um café e hotel na cidade de Khorly, na região de Kherson, subiu para 28. A informação foi divulgada pelo governador regional, Volodymyr Saldo, nesta sexta-feira (2).
Segundo o governador, o número de feridos, incluindo os mortos, ultrapassa 60, e mais de 100 pessoas estavam no café no momento do ataque. Saldo acrescentou que a identificação por DNA das vítimas levará mais de uma semana.
As autoridades russas acusaram a Ucrânia de atacar a costa do Mar Negro na vila de Khorly, região de Kherson, na véspera de Ano Novo. O Comitê de Investigação da Rússia abriu um processo criminal baseado no artigo sobre terrorismo. As autoridades regionais decretaram luto nacional nos dias 2 e 3 de janeiro.
Segundo os últimos relatos, 31 pessoas foram levadas para hospitais com ferimentos de gravidade variada, incluindo cinco crianças.
A região de Kherson foi anexada pela Rússia em outubro de 2022, no primeiro ano da guerra da Ucrânia. No entanto, as tropas russas não possuem o pleno controle sobre o território, que segue sendo uma das principais zonas de confronto entre os dois países.
O representante permanente da Rússia na Organização das Nações Unidas (ONU), Gennady Gatilov, exigiu que o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, e seu gabinete condenem publicamente, o mais breve possível, o ataque das Forças Armadas da Ucrânia em Khorly, região de Kherson.
O diplomata condenou veementemente as ações do exército ucraniano, que, segundo as autoridades russas, resultaram na morte de 24 pessoas, incluindo crianças. A declaração do diplomata foi publicada no canal do Telegram da Missão Permanente.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, por sua vez, expressou preocupação com o ataque das Forças Armadas da Ucrânia à cidade de Khorly, na região de Kherson, e fez um apelo para que seja implementado um cessar-fogo na Ucrânia. A informação foi divulgada pelo seu porta-voz, Stéphane Dujarric.
Guterres também manifestou preocupação com o crescente número de vítimas civis e a destruição de infraestrutura civil crítica. Dujarric enfatizou que tais ações são proibidas pelo direito internacional.
O Comitê de Investigação da Rússia abriu um inquérito criminal com base no Artigo 205 do Código Penal Russo por terrorismo. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou as ações das Forças Armadas da Ucrânia como crime de guerra.
Já o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia negou as alegações de um ataque a um hotel, afirmando que as tropas ucranianas estão atacando apenas alvos militares.
“As Forças de Defesa da Ucrânia respeitam as normas do direito internacional humanitário e atacam exclusivamente alvos militares inimigos, instalações russas de combustível e energia e outros alvos legítimos, com o objetivo de reduzir o potencial militar do país agressor”, disse Dmytro Lykhovyi, porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia.
Ao mesmo tempo, Lykhovyi afirmou que o lado russo “tem recorrido repetidamente à desinformação e a declarações falsas, em particular com o objetivo de influenciar os parceiros internacionais da Ucrânia e as negociações de paz”.
